A declaração de Jorge Mas, um dos donos do Inter Miami, mexeu com o imaginário do torcedor brasileiro nesta semana. O dirigente afirmou publicamente que gostaria de ver sua equipe — liderada por Lionel Messi — disputando a Copa Libertadores. A ideia de ver o craque argentino enfrentando potências como Flamengo e Palmeiras em duelos continentais é o sonho de consumo de qualquer marqueteiro e torcedor, mas a realidade impõe barreiras geográficas e políticas que esfriam essa empolgação para 2026.
Embora o desejo exista (“queremos jogar”), a execução é complexa. O Inter Miami é filiado à CONCACAF (América do Norte/Central), e a Libertadores é da CONMEBOL. Para que Messi pise na América do Sul oficialmente, seria necessária uma mudança estrutural nos regulamentos ou um convite especial que, hoje, não existe no calendário.
Por Que a Libertadores é um “Sonho Distante”?
Não basta querer. Para o Inter Miami entrar na Libertadores, seria preciso um acordo diplomático inédito.
- O Histórico: Clubes mexicanos jogaram como convidados por anos, mas saíram em 2017 por incompatibilidade de calendário.
- A Burocracia: Hoje, não há “vaga de convite” oficial. A CONMEBOL teria que criar uma exceção, o que geraria conflitos com clubes sul-americanos que lutam por vagas via campeonatos nacionais.
Se a MLS é considerada uma competição de menor destaque, para o próprio Messi a Libertadores tem um peso e um sonho diferente. Depois da força demonstrada pelos times brasileiros, principalmente Palmeiras e Flamengo no Mundial e no Intercontinental, agora Messi sabe que teria um destaque ainda maior no torneio das Américas.
A Rota dos Amistosos (O “Plano B”)
Fora das competições oficiais, a marca Inter Miami olha para o Brasil com carinho financeiro. Clubes como Flamengo e Palmeiras costumam fazer pré-temporadas ou excursões internacionais. Um amistoso nos Estados Unidos (ou até no Brasil) seria uma máquina de dinheiro. Não valeria 3 pontos na Libertadores, mas entregaria a foto histórica de Messi contra as camisas mais pesadas do Brasil.
Análise Moon BH: O Desejo é Comercial
Quando o dono do Inter Miami fala em Libertadores, ele está falando em dinheiro e exposição. Ele sabe que jogar contra Flamengo e Palmeiras gera muito mais audiência global do que jogar contra times da MLS. A “sondagem” à CONMEBOL é uma jogada de marketing. Pode acontecer no futuro? Sim. Mas para 2026, se você quer ver Messi contra brasileiros, fique de olho no sorteio do Mundial de Clubes ou na agenda de amistosos. A Libertadores, por enquanto, continua sendo um privilégio sul-americano.