HomeEsportesBotafogoBotafogo anuncia uma grande conquista e consegue alívio no início do Brasileirão

Botafogo anuncia uma grande conquista e consegue alívio no início do Brasileirão

O Botafogo agiu para estancar a crise no vestiário às vésperas do Brasileirão. Nesta quarta-feira (28/01/2026), a diretoria quitou os dois meses restantes de direitos de imagem que estavam em aberto, regularizando o fluxo de pagamentos com o elenco (a parte CLT já estava em dia).

O movimento traz um respiro imediato, mas não apaga o sinal de alerta: ainda existem pendências de FGTS e o clube opera sob a sombra de uma dívida de curto prazo na casa dos R$ 700 milhões.

Bastidores do Botafogo: A Cobrança dos Líderes

O pagamento não aconteceu por acaso. A situação interna chegou ao limite na semana passada, quando o atraso nos direitos de imagem completou três meses.

Líderes do plantel cobraram diretamente a gestão de John Textor, exigindo uma solução. A pressão surtiu efeito parcial imediato: uma folha foi paga na véspera do jogo contra o Volta Redonda (21/01) para “destravar” o ambiente. Agora, com a quitação do restante, o clube tenta blindar o time para a estreia no Campeonato Brasileiro contra o Cruzeiro.

O Contexto Financeiro: Operação no Limite

A “ginástica” para pagar os salários expõe a fragilidade atual do caixa da SAF. Reportagens recentes apontam que o Botafogo lida com um passivo total de R$ 1,5 bilhão, sendo que quase metade disso (R$ 700 milhões) são dívidas que vencem a curto prazo.

A diretoria aguarda um aporte prometido de cerca de R$ 270 milhões por parceiros de Textor. Esse dinheiro é visto como vital para dar capital de giro, resolver pendências como transfer bans e evitar que novos atrasos voltem a assombrar o Nilton Santos nas próximas semanas.

Análise Moon BH: O Preço da Paz

O Botafogo fez o óbvio — e, ao mesmo tempo, o indispensável: pagou para não perder o comando do vestiário. Em clube de futebol, atraso de direito de imagem (que compõe a maior parte do salário dos titulares) não é apenas um problema contábil, é quebra de confiança.

A quitação antes da estreia contra o Cruzeiro evita que o time entre em campo pensando nos boletos, mas não resolve o problema estrutural. Enquanto a SAF depender de aportes emergenciais para cobrir a folha do mês, a rotina será de instabilidade. O recado dos jogadores foi dado: sem dinheiro na conta, não há blindagem que sustente o “projeto” dentro de campo.

Esportes Redação
Esportes Redação
Jornalista esportivos que trabalham há mais de 15 anos na cobertura diária dos principais clubes brasileiros, com foco em Atlético, Cruzeiro, Flamengo, Palmeiras, Corinthians e Botafogo.