O Cruzeiro chegará ao clássico contra o Atlético com uma referência recente de como resolver uma partida em que o ataque encontra dificuldades. Na vitória por 1 a 0 sobre o Remo, na sexta-feira, 23 de outubro, um escanteio cobrado por Matheus Pereira e a cabeçada de Fabrício Bruno garantiram os três pontos no Mineirão.
O resultado levou a Raposa a 54 pontos na abertura da 32ª rodada do Campeonato Brasileiro. Mais do que acrescentar uma vitória à campanha, a jogada mostrou a importância de aproveitar uma oportunidade de bola parada quando a equipe não consegue impor seu jogo com regularidade.
Escanteio resolveu a partida antes do intervalo
O gol saiu aos 50 minutos do primeiro tempo, quando Matheus Pereira colocou a bola na segunda trave e Fabrício Bruno apareceu para finalizar de cabeça. O lance permitiu que o Cruzeiro fosse para o intervalo em vantagem, depois de uma etapa na qual o adversário também criou perigo.
A crônica da partida publicada pela Gazeta Esportiva registra as dificuldades celestes para superar a marcação paraense. Nesse contexto, o escanteio ofereceu um caminho diferente das construções com a bola em movimento e terminou no único gol do confronto.
Artur Jorge valorizou o resultado e cobrou melhora
A vitória não levou Artur Jorge a esconder os problemas da apresentação. Na entrevista posterior ao jogo, o treinador reconheceu que a equipe permitiu espaço ao Remo e teve dificuldades para controlar o adversário.
“Vale pela vitória em uma noite que o time não jogou bem”, afirmou, em declaração reproduzida pela reportagem da Jogada10 publicada no Terra. O português também relacionou o aproveitamento da bola parada ao trabalho de continuidade realizado pela equipe.
A avaliação do técnico ajuda a separar duas questões que coexistiram no Mineirão. O Cruzeiro conseguiu transformar uma jogada em vantagem suficiente para vencer, mas o resultado não eliminou a necessidade de melhorar a ocupação dos espaços e a condução da partida.
A bola parada acrescenta uma opção ao ataque
Uma cobrança de escanteio permite levar jogadores da defesa à área adversária e altera as referências de marcação. Contra o Remo, essa possibilidade foi aproveitada pelo zagueiro, enquanto o passe decisivo continuou saindo dos pés do principal articulador celeste.
O episódio não basta para afirmar que o Cruzeiro passou a depender desse recurso ou que encontrará a mesma oportunidade no clássico. Ele oferece, porém, uma evidência concreta de que uma jogada desse tipo pode decidir uma partida mesmo quando o restante da produção ofensiva fica abaixo do esperado.
Na rodada anterior, a participação de Matheus Pereira havia aparecido de outra maneira. Como mostrou o Moon, o meia deu os passes para os dois primeiros gols na vitória por 4 a 2 sobre o Grêmio, ajudando a equipe a reagir duas vezes antes de construir a virada.
O contraste entre os jogos está na forma como a criação se converteu em resultado. Em Porto Alegre, os passes ajudaram a recuperar desvantagens; diante do Remo, uma cobrança encontrou um defensor na área e produziu a diferença que permaneceu até o fim.
Clássico abre a sequência final do campeonato
O próximo compromisso será contra o Atlético, na quinta-feira, 29 de outubro, às 19h30, na Arena MRV. A partida corresponde à 33ª rodada e será a primeira das seis restantes para o Cruzeiro no Brasileiro.
Artur Jorge apontou a busca pela vaga direta na Libertadores como objetivo da reta final, ao mesmo tempo que cobrou evolução da equipe. Para o clássico, o desafio será combinar a capacidade de aproveitar oportunidades específicas com uma atuação que conceda menos liberdade ao adversário.


