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Cruzeiro perde duas Copas em 13 dias e ganha uma vantagem inesperada

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Em 19 de agosto, o Cruzeiro deixou a Libertadores. Na noite de 1º de setembro, caiu também na Copa do Brasil diante do Atlético. Em apenas 13 dias, a Raposa passou de um calendário dividido entre três competições para uma realidade completamente diferente: até dezembro, existe apenas o Campeonato Brasileiro.

A mudança obviamente nasce de duas eliminações e não pode ser tratada como boa notícia. Mas cria uma consequência esportiva que pode pesar na reta final da temporada.

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Artur Jorge terá algo que faltou ao Cruzeiro durante boa parte dos últimos meses: semanas inteiras para recuperar jogadores, treinar e preparar cada rodada.

De três frentes para apenas uma em menos de duas semanas

Foto: Gustavo Aleixo/Cruzeiro

O primeiro corte no calendário aconteceu no Maracanã.

Em 19 de agosto, o Cruzeiro perdeu por 2 a 1 para o Flamengo e foi eliminado nas oitavas de final da Libertadores. Depois do empate por 1 a 1 no Mineirão, Arrascaeta e Samuel Lino marcaram para os cariocas, enquanto Lucas Romero fez o gol celeste.

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Treze dias depois, outra competição acabou.

O Cruzeiro abriu o placar contra o Atlético com Kaio Jorge, mas sofreu a virada por 2 a 1 na Arena MRV e se despediu da Copa do Brasil.

O resultado deixa a equipe exclusivamente dedicada à Série A.

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O calendário que pesou contra agora pode jogar a favor

O Cruzeiro ocupa a sexta colocação do Brasileirão, com 39 pontos após a 25ª rodada. Restam 13 rodadas para completar a competição.

Antes da eliminação no clássico, o modelo estatístico do Gato Mestre, do ge, calculava em 32,77% a probabilidade celeste de terminar no G-5. O número ainda refletia um Cruzeiro obrigado a dividir atenção com a Copa do Brasil.

É justamente aí que aparece a nova variável.

O próprio Brasileirão já oferece um exemplo recente de como semanas livres podem alterar uma disputa. O Flamengo, eliminado anteriormente da Copa do Brasil, passou a ter mais períodos de treinamento do que o Palmeiras e ganhou terreno na disputa pela liderança. Segundo o modelo do ge antes da 26ª rodada, os cariocas chegaram a 54,03% de chance de título.

Não significa que o mesmo acontecerá automaticamente com o Cruzeiro. A distância para os líderes é maior e o objetivo mais imediato está na classificação para a Libertadores.

Mas a ferramenta passa a existir.

Artur Jorge terá tempo para recuperar um time que vinha dividido

Arthur Jorge Cruzeiro x Grêmio
Fotos: Gustavo Aleixo / Cruzeiro

A mudança também interfere na gestão do elenco.

Na derrota por 3 a 1 para o Vasco, na rodada anterior do Brasileiro, Artur Jorge poupou titulares justamente porque havia uma decisão contra o Atlético poucos dias depois.

Esse tipo de escolha praticamente desaparece agora.

Gerson, Matheus Pereira, Kaio Jorge e os demais titulares passam a ter uma rotina mais previsível entre partidas. Artur ganha mais sessões para corrigir problemas e menos necessidade de escolher em qual torneio utilizar força máxima.

O próximo compromisso será contra o Athletico-PR pelo Brasileirão.

A eliminação muda a pergunta sobre o fim de 2026

O Cruzeiro começou o ano pressionado, chegou a ocupar a lanterna da Série A e reagiu sob Artur Jorge. Em junho, quando a temporada parou para a Copa do Mundo, a equipe ainda estava viva simultaneamente no Brasileiro, na Libertadores e na Copa do Brasil.

Agora, a realidade é outra.

As duas eliminações em 13 dias diminuíram as possibilidades de título, mas também retiraram uma variável que vinha obrigando o treinador a administrar minutos e prioridades.

A pergunta da reta final, portanto, não é apenas quanto o Cruzeiro perdeu ao deixar duas Copas, é quanto poderá ganhar no Brasileirão por não precisar mais dividir sua atenção com nenhuma delas.

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Anna Millard
Anna Millard
Jornalista pela Universidade Federal de Ouro Preto. Tem experiência em jornalismo esportivo, cidades e economia. Passou pelo setor público em assessoria de comunicação e assessoria de imprensa.