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Haaland elege ex-jogador do Cruzeiro como seu grande ídolo: “Ele é a inspiração para todo mundo…”

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Erling Haaland aproveitou a campanha histórica da Noruega na Copa do Mundo para revelar uma admiração que atravessa gerações. Ao falar sobre a relação com o futebol brasileiro, o atacante do Manchester City reservou um elogio especial a Ronaldo Nazário, formado profissionalmente no Cruzeiro.

O norueguês se referiu ao brasileiro pelo apelido que marcou uma era: “El Fenómeno”. A declaração apareceu em um vídeo publicado pelo próprio Haaland após a vitória da Noruega por 2 a 1 sobre o Brasil nas oitavas de final.

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Haaland marcou os dois gols da classificação e, ao recordar a partida, explicou por que Ronaldo permanece como referência para quem deseja ser atacante.

O elogio que foi além dos gols

“Ronaldo é um jogador muito especial, todos sabemos. O ‘Fenômeno’. Ele é a inspiração para todo mundo que começa a jogar futebol por conta do jeito que ele driblava e do jeito que aproveitava o futebol”, disse.

Ainda assim, o modo como descreveu o Fenômeno coloca o ex-jogador do Cruzeiro em uma posição particular: a de modelo capaz de influenciar não apenas goleadores, mas a própria imagem do centroavante moderno.

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Uma admiração transmitida entre gerações

Reprodução – Cruzeiro

O elogio chama atenção porque Haaland não se limitou aos números de Ronaldo. Em vez de destacar somente títulos, artilharias ou prêmios individuais, o norueguês falou sobre drible, liberdade e prazer em jogar.

São características que ajudam a explicar por que Ronaldo continua sendo citado por jogadores que sequer acompanharam seu auge ao vivo. Haaland nasceu em julho de 2000, quando o brasileiro atravessava o período mais delicado das graves lesões no joelho.

Quando o atacante norueguês começou a compreender o futebol, o Fenômeno já havia construído boa parte de sua história. A influência, portanto, chegou por imagens, reprises e relatos, tornando Ronaldo um ídolo transmitido de uma geração para outra.

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Como Ronaldo mudou a posição de centroavante

Antes dele, muitos centroavantes eram vistos principalmente como finalizadores de área. O brasileiro mostrou que um camisa 9 também poderia arrancar desde longe, driblar defensores em velocidade, criar a própria jogada e enfrentar o goleiro com controle técnico.

Haaland domina o setor de outra maneira. Aos 1,95 metro, combina potência física, aceleração, leitura de espaço e movimentos curtos para escapar dos zagueiros. Ele participa menos da construção com a bola do que Ronaldo fazia em seu auge.

Mesmo assim, compartilha com o brasileiro uma característica central: a capacidade de transformar uma oportunidade aparentemente comum em um lance de gol. Haaland não tenta copiar o estilo do Fenômeno. Ele reconhece o impacto de um atacante que ampliou as possibilidades da posição que ambos ocupam.

O Cruzeiro como ponto de partida do Fenômeno

Para o torcedor do Cruzeiro, a declaração recupera um capítulo que às vezes fica escondido diante das passagens de Ronaldo por Barcelona, Inter de Milão e Real Madrid.

Foi em Belo Horizonte que o atacante se tornou profissional. Ronaldo chegou ao Cruzeiro ainda adolescente e estreou pela equipe principal em 1993. Segundo levantamento publicado pela Fifa, foram 56 gols em 58 partidas pelo clube mineiro, contabilizando também amistosos, antes da transferência para o PSV Eindhoven.

A passagem foi curta, mas suficiente para transformar uma promessa em fenômeno nacional. Ronaldo integrou o elenco campeão da Copa do Brasil de 1993, terminou a Supercopa Libertadores daquele ano como artilheiro e foi o principal goleador do Campeonato Mineiro de 1994.

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Anna Millard
Anna Millard
Jornalista pela Universidade Federal de Ouro Preto. Tem experiência em jornalismo esportivo, cidades e economia. Passou pelo setor público em assessoria de comunicação e assessoria de imprensa.