A pressão sobre Matheus Cunha aumentou depois da derrota por 2 a 1 para a Universidad Católica, pela Libertadores, mas o cenário mais provável para o jogo do Cruzeiro contra o Grêmio, neste sábado (18), às 20h30, no Mineirão, é de manutenção do goleiro. Artur Jorge não sinalizou mudança na coletiva pós-jogo e adotou discurso de proteção pública ao camisa 1.
Ao abordar os gols sofridos, o treinador português enquadrou a questão como falha coletiva, não como responsabilidade exclusiva do goleiro. Inclusive, fica evidente que Cruzeiro está no centro da discussão sobre o desempenho defensivo da equipe. A fala é relevante porque costuma indicar o rumo da escalação seguinte.
O que disse Artur Jorge e como isso muda a leitura
Jardim reconheceu os problemas defensivos, mas não individualizou as críticas. O sinal foi de blindagem ao goleiro e de cobrança coletiva ao time. Matheus Cunha, por sua vez, saiu do jogo já mirando o fim de semana — disse que os gols foram de difícil defesa, “duas cabeçadas a cinco metros” de distância, e que o caminho agora é “seguir trabalhando” para buscar resultado contra o Grêmio. Vale notar que essa postura tem impacto direto para o Cruzeiro.
Não é confirmação de titularidade, mas mostra que o goleiro está sendo tratado como peça ativa da preparação para o duelo, e não como alguém descartado da sequência. Mais uma vez, a confiança do Cruzeiro na sequência parece clara.
Por que a troca parece improvável agora
Com Cássio fora por tempo indeterminado após cirurgia no joelho, o Cruzeiro depende de Matheus Cunha como titular. As únicas alternativas internas são os jovens Otávio e Marcelo, ambos formados na base. O Hoje em Dia registrou que Otávio aparece à frente de Marcelo na hierarquia interna, mas nenhum dos dois tem indicação forte de promoção imediata ao time principal.
A projeção de escalação mais recente para Cruzeiro x Grêmio ainda coloca Matheus Cunha entre os titulares. Artur Jorge segue em fase de consolidação do trabalho, e uma troca brusca no gol nesse momento seria um sinal muito mais drástico do que o discurso do treinador sugere. Diante desse contexto, a postura recente do Cruzeiro chama a atenção.
O que pesa para cada lado
A favor da manutenção: ausência de sinal público de troca, discurso de respaldo do técnico na coletiva e falta de alternativa testada no nível necessário. Para times do Cruzeiro, esses pontos são decisivos para dar estabilidade ao elenco.
Contra: ambiente externo hostil, derrota na Libertadores que reacendeu o debate, estatísticas que incomodam — em dez jogos em 2026, Matheus Cunha sofreu 13 gols, com média de 1,3 por partida e apenas quatro partidas sem ser vazado.
O cenário atual é de permanência sob cobrança, não de paz. Dessa forma, o Cruzeiro segue em busca de respostas diante de seus desafios.