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Cruzeiro recusa milhões da Europa por Kaiki e estratégia envolve a compra de lateral da Premier League

O Cruzeiro começou 2026 enviando um sinal claro ao mercado sul-americano: a fase de ir às compras de forma agressiva para montar a base do elenco acabou. Agora, a SAF celeste vira a chave para um modelo autossustentável, focado em vendas recorrentes para financiar o próprio futebol, custear a folha salarial e garantir reposições de alto nível a longo prazo.

O primeiro movimento dessa nova engrenagem já foi concretizado. O jovem volante Ryan Guilherme foi negociado por € 2,5 milhões (cerca de R$ 15,7 milhões), com o clube garantindo lucro sobre o investimento inicial e mantendo um percentual para o futuro.

Mas a verdadeira prova de fogo do projeto já está engatilhada: a venda do lateral Kauã Prates para o Borussia Dortmund, em uma operação que pode atingir a casa dos € 12 milhões (aproximadamente R$ 75 milhões) com o cumprimento de metas.

O efeito dominó na lateral e o radar ligado

A iminente saída de Kauã Prates, prevista para agosto, aciona um efeito dominó imediato no departamento de scouting. O clube precisa agir rápido para repor o setor sem inflacionar o orçamento.

Foto: Divulgação

A diretoria já monitora o mercado europeu em busca de peças de reposição que se encaixem no perfil da SAF. Nomes como Cuiabano (Nottingham Forest, mas emprestado ao Vasco) e o argentino Julio Soler (Bournemouth) surgiram nos bastidores como alvos monitorados. O objetivo é claro: comprar com antecedência e evitar o temido “preço de desespero”.

Quem é o próximo a fazer caixa no meio do ano?

A grande mudança de postura do Cruzeiro fica evidente em um número divulgado nos bastidores: o clube já recusou cerca de R$ 350 milhões em propostas neste início de ano. A SAF não vende mais por desespero; vende pelo preço que estipula.

Se a estratégia é “vender bem para comprar melhor”, o tabuleiro do meio do ano já aponta os candidatos naturais para gerar as próximas receitas:

1. Kaiki (A Venda Natural): O lateral-esquerdo é o candidato número um para a janela de julho. Com propostas europeias já recusadas (como a do Como, da Itália), ele é o ativo jovem que gera euros rapidamente, possui reposição mapeável no mercado e pode financiar diretamente a chegada do seu próprio substituto.

2. Jonathan Jesus (A Venda Clássica de SAF): Jovem, em alta e com grande margem de lucro. Negociar o zagueiro é o movimento clássico de SAFs que buscam equilibrar o balanço: vende-se uma promessa valorizada, preserva-se o titular absoluto e reinveste-se parte do dinheiro de forma cirúrgica.

Foto: Gustavo Martins – Cruzeiro

3. Kaio Jorge (A Venda de Outro Patamar): Aqui a régua muda. Ao recusar uma forte investida do Flamengo, o Cruzeiro deixou claro que o camisa 9 só sai por cifras astronômicas (na casa dos € 50 milhões). Kaio Jorge não é um jogador para “fazer caixa e pagar contas”; ele é o tipo de venda que muda a escala financeira e esportiva de todo o projeto do clube.

Cruzeiro entendeu a arte de não desmontar o time?

A grande história do Cruzeiro em 2026 não está nas contratações, mas no amadurecimento como clube vendedor. As negociações de Ryan e Kauã Prates são os primeiros tijolos de uma política que precisa virar rotina na Toca da Raposa.

O grande desafio da diretoria é manter a roda girando. Se a lateral vai mudar, a SAF tem o mérito de já estar escolhendo os alvos antes mesmo do buraco aparecer no elenco.

Hoje, o cenário aponta Kaiki como o nome mais lógico para equilibrar as contas no meio do ano. O Cruzeiro finalmente quer provar que consegue executar o que sempre foi o calcanhar de Aquiles do futebol brasileiro: vender seus talentos com alto lucro, sem destruir a espinha dorsal do time no meio do campeonato.

Tati Oliveira
Tati Oliveira
Há quase 15 anos no mercado de comunicação, é apaixonada pela notícias e trabalha no jornalismo cobrindo entretenimento, grandes eventos e futebol.