A novela envolvendo a saída de Kaiki para o futebol italiano sofreu uma mudança brusca de rota nas últimas horas. Segundo apurações do Central da Toca, o Cruzeiro recuou nas tratativas com o Como e a tendência agora é a permanência do lateral-esquerdo em Belo Horizonte. Com a janela de transferências na Itália fechando nesta segunda-feira (02/02), o tempo jogou contra o negócio. O que parecia encaminhado esfriou devido a uma combinação de hesitação do atleta e reavaliação estratégica da diretoria celeste.
A Proposta: R$ 62 Milhões na Mesa no Cruzeiro
A oferta do Como não era baixa. O clube italiano, que tem Cesc Fàbregas como um dos acionistas/treinadores, colocou na mesa um pacote robusto:
- Valor Fixo: € 10 milhões (cerca de R$ 62 milhões).
- Bônus: Possibilidade de mais € 2 milhões em variáveis.
- O Objeto: A negociação envolveria 70% dos direitos econômicos do atleta.
Mesmo subindo a oferta (que começou em € 7 milhões), o Como não conseguiu o “sim” definitivo no tempo necessário.
Por que o negócio travou?
Dois fatores foram decisivos para o Cruzeiro “puxar o freio de mão”:

- A Incerteza do Jogador: Segundo o ge, as conversas entre o Como e o estafe de Kaiki não fluíram na mesma velocidade do acordo entre clubes. O lateral não se sentiu plenamente convencido de que o time italiano seria a melhor porta de entrada na Europa neste momento, preferindo aguardar a janela de verão (meio do ano), que costuma movimentar os gigantes do continente.
- O Risco da Reposição: Vender Kaiki agora obrigaria o Cruzeiro a ir ao mercado desesperadamente atrás de um titular, com a temporada já em andamento e o estadual rolando. A diretoria avaliou que o dinheiro não compensaria o risco técnico de desorganizar o setor às vésperas de uma estreia na Libertadores.
Vida que Segue
Enquanto os telefones tocavam entre Brasil e Itália, no campo a rotina foi normal. Kaiki treinou com o elenco e está à disposição para os próximos compromissos. A leitura interna é que o ativo segue valorizado e que, jogando uma Libertadores, pode atrair ofertas ainda melhores (e de clubes maiores) em julho.
Esse “recuo” diz muito sobre a maturidade do Cruzeiro em 2026: é um clube que quer vender bem, mas não aceita se desmontar a qualquer custo. A proposta de R$ 62 milhões seduz qualquer departamento financeiro, mas o timing era perigoso.