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Cruzeiro diz “não” a € 9 milhões por Kaiki e veta saída de Arroyo: o plano “anti-leilão” de Pedrinho BH

O Cruzeiro adotou uma postura agressiva e incomum no mercado da bola nesta semana. A diretoria comandada por Pedrinho BH recusou duas investidas internacionais por suas jovens promessas, blindando o elenco para a temporada 2026. O clube rejeitou uma oferta oficial da Itália pelo lateral Kaiki e sequer quis abrir conversas com o Oriente Médio pelo meia Keny Arroyo.

Kaiki: A recusa de R$ 56 milhões

No caso de Kaiki Bruno, a proposta foi colocada na mesa. Segundo informações de bastidores e do jornalista Fabrizio Romano, o Como (Itália) ofereceu € 9 milhões (cerca de R$ 56 milhões) mais bônus pelo lateral-esquerdo.

O Cruzeiro disse “não” de forma imediata. A diretoria entende que o valor ainda é baixo para o potencial do atleta, que tem contrato até o fim de 2027. A Raposa trabalha com uma avaliação interna próxima de € 15 milhões (R$ 94 milhões) para começar a conversar, tratando o jogador como peça “extremamente importante” no planejamento esportivo.

Arroyo: Veto total ao Oriente Médio

A situação de Keny Arroyo é ainda mais rígida. O clube recebeu sondagens de um time do Oriente Médio, mas encerrou o assunto antes mesmo de discutir valores. O motivo é a proteção do investimento recente.

O Cruzeiro pagou mais de € 8 milhões para tirar o equatoriano do Independiente del Valle recentemente, com contrato até 2029. Vender o ativo agora, sem que ele tenha atingido seu teto de valorização técnica e financeira, não faz sentido para a gestão. O clube entende que Arroyo é pilar do time para os próximos anos e só sairia por uma oferta muito acima da curva.

Análise Moon BH: O Fim da “Liquidação” na Toca

O Cruzeiro está fazendo algo que o futebol brasileiro raramente consegue sustentar: controlar o relógio do mercado. Ao recusar quase R$ 60 milhões por um lateral e blindar sua contratação mais cara, a Raposa manda um recado claro aos europeus e árabes.

A era de “vender para pagar a conta de luz” acabou com a chegada de Pedrinho BH. Se o mercado quiser tirar as joias da Toca em 2026, terá que pagar o preço cheio, e não o preço de oportunidade. O Cruzeiro deixou de ser refém da necessidade e passou a agir como estrategista: só vende quando quer e pelo preço que determina.

Esportes Redação
Esportes Redação
Jornalista esportivos que trabalham há mais de 15 anos na cobertura diária dos principais clubes brasileiros, com foco em Atlético, Cruzeiro, Flamengo, Palmeiras, Corinthians e Botafogo.