O Cruzeiro agiu rápido para proteger um de seus ativos mais cobiçados nas categorias de base. Antes mesmo de se firmar no time profissional, o zagueiro Bruno Alves, titular do Sub-20 e com passagens pela Seleção Brasileira da categoria, teve seu contrato renovado. A diretoria celeste, ciente do assédio internacional, estipulou uma multa rescisória para o exterior na casa dos € 100 milhões (cerca de R$ 630 milhões).
O movimento é uma resposta direta às investidas recentes que o clube recebeu de mercados como Estados Unidos (MLS), Itália e Leste Europeu, sinalizando que a “liquidação” de jovens talentos não faz parte da política da SAF para 2026.
O novo vínculo estende a permanência do defensor até 2030 (embora algumas fontes citem 2029) e inclui uma valorização salarial condizente com o status de promessa. A estratégia é clara: dar segurança ao atleta e aumentar o poder de barganha do clube. Ao fixar a multa em um patamar “impagável”, o Cruzeiro força qualquer interessado a sentar na mesa de negociação e aceitar os termos da Raposa, eliminando o risco de perder o jogador por valores baixos ou via pré-contrato no futuro próximo.
Quem é Bruno Alves? Perfil de Exportação
Bruno Alves não entrou no radar gringo por acaso. Nascido em 2005, o zagueiro de 1,86m combina imposição física com técnica para saída de bola, características exaustivamente procuradas pelo futebol moderno.
Desde que chegou ao Cruzeiro em 2022, ele assumiu protagonismo na base, sendo peça-chave em competições como a Copinha. Para o mercado europeu, um zagueiro alto, jovem e com “minutagem de seleção” é um ativo de baixo risco e alto potencial de revenda, o que explica a fila de interessados.
A Recusa a Dólares e Euros: Torino e MLS
A blindagem atual é consequência de uma série de “nãos” que o Cruzeiro precisou dizer recentemente. O clube recusou propostas que considerou insuficientes para o potencial do atleta.
A Rádio Itatiaia detalhou uma dessas ofertas: o Colorado Rapids, da MLS, tentou um empréstimo pago com um valor irrisório (cerca de R$ 245 mil pela cessão) e opção de compra condicionada. Além dos americanos, o Torino (Itália) e o Metalist (Ucrânia) também tentaram levar o jogador.
O Cruzeiro rejeitou todas as abordagens que envolviam empréstimos ou valores de “aposta”. A diretoria entende que zagueiro de time grande não sai para teste; sai vendido ou fica para jogar.