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O plano do Corinthians para reagir após o Dérbi: Denúncia de agressão e VAR mudo

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O zero a zero não terminou ontem para o Corinthians e o jogo deve trazer um desenrolar que os próximos dias apontam para um desenrolar jurídico. Depois de segurar o líder do Brasileirão com dois jogadores a menos, o clube passou a sustentar uma nova narrativa: a de que saiu prejudicado não só pela arbitragem, mas também pelo ambiente que se formou após o apito final.

A denúncia de agressão a Gabriel Paulista e Breno Bidon, somada à reclamação pública de Hugo Souza sobre uma cotovelada de Flaco López sem revisão do VAR, transformou um empate heroico em crise institucional de pós-jogo.

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O Corinthians tirou o clássico do campo e levou para o bastidor

Em nota divulgada depois da partida, o Corinthians afirmou que Gabriel Paulista e Breno Bidon foram agredidos por seguranças da equipe visitante. O clube informou que ambos registrariam ocorrência e formalizariam queixa no Jecrim com suporte jurídico.

Do outro lado, o Palmeiras também apresentou sua própria acusação: disse que o atacante Luighi foi agredido por um funcionário corintiano no caminho para o exame antidoping.

Em vez de um pós-jogo de análise tática, o Dérbi virou disputa de versões.

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Hugo Souza dá voz à indignação contra o VAR

A entrevista de Hugo Souza consolidou a tese de tratamento desigual. O goleiro foi enfático ao reclamar de uma cotovelada de Flaco López em Breno Bidon, que não foi revisada pelo vídeo.

Foto: Rodrigo Coca / Ag. Corinthians

“Não foi uma possível cotovelada, foi uma cotovelada sim”, afirmou Hugo Souza. O diretor Marcelo Paz seguiu a mesma linha com um questionamento direto: “VAR não viu?”.

O incômodo do Corinthians reside no critério: o árbitro de vídeo interveio para confirmar as expulsões de André e Matheuzinho, mas silenciou no lance de agressão física sofrida por Bidon.

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Por que esse lance foi escolhido como símbolo

O Corinthians escolheu exatamente essa jogada para reforçar a percepção de tratamento desigual — e há um motivo claro. O VAR interveio nas expulsões de André e Matheuzinho, ambas confirmadas após revisão. Mas não revisou a jogada envolvendo Bidon e Flaco.

O clube, portanto, não discute apenas uma decisão isolada: discute critério. É esse tipo de reclamação que ganha força quando o time sente que o jogo foi interpretado com pesos diferentes em lances de confronto físico.

O que esse movimento representa para o Corinthians

Esse movimento importa porque muda o peso político do empate. Dentro de campo, o Corinthians saiu fortalecido pela entrega de um time que atuou com nove homens na reta final. Fora dele, a diretoria passou a construir a ideia de que o clube resistiu também a um contexto adverso de arbitragem e confusão.

Para um time ainda em reconstrução emocional com Fernando Diniz, esse tipo de reação pública não é detalhe — é gestão de narrativa. Ao transformar o empate em discurso institucional, o Corinthians tenta converter revolta em combustível para a sequência da temporada.

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Marcos Amaral
Marcos Amaral
Jornalista formado pela Estácio de Sá, cobre futebol por paixão e profissão. Jogador amador, é especialista na cobertura do Flamengo, Palmeiras, Cruzeiro, Atlético, Grêmio e Corinthians. Há mais de 10 anos acompanha de perto o futebol nacional.

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