A nova investida do Milan por André colocou o Corinthians diante de uma negociação que já não pode mais ser tratada como simples sondagem. Segundo a ESPN, o clube italiano elevou a proposta para até 22 milhões de euros por 70% dos direitos econômicos do volante, em um modelo com 18 milhões fixos e mais 4 milhões em bônus. Na cotação usada pela reportagem, o pacote pode chegar a algo próximo de R$ 133 milhões.
Esse salto muda a discussão no Parque São Jorge porque encosta exatamente no número que o próprio Corinthians vinha usando como referência para retomar as conversas. Duas semanas atrás, a oferta girava em 15 milhões de euros fixos e mais 2 milhões em metas, também pelos 70% pertencentes ao clube. Agora, o Milan reforçou a cartada em 5 milhões de euros no teto total para tentar destravar o negócio na próxima janela internacional.
Milan saiu da observação e entrou em fase séria
O Milan deixou de testar o terreno e passou a negociar em nível bem mais agressivo, como o Moon BH já tinha mostrado. Quando a proposta sobe para a faixa que o vendedor considera aceitável, a conversa deixa de ser especulação de mercado e vira decisão concreta de clube.
Ainda assim, o Corinthians não bateu o martelo. A própria ESPN informa que o clube trata a situação com cautela, mesmo vendo a oferta chegar ao piso que havia sido passado ao mercado. Isso mostra que a diretoria ainda tenta equilibrar duas variáveis importantes: o peso imediato do dinheiro no caixa e a perda esportiva de uma das joias mais valorizadas do elenco.
O valor muda o tamanho do debate

Do ponto de vista financeiro, uma operação nesse patamar tem impacto enorme para o padrão do futebol brasileiro. Uma entrada potencial acima de R$ 130 milhões pesa muito para um clube que historicamente trabalha com metas relevantes de arrecadação via transferências e que costuma depender de grandes vendas para aliviar pressão orçamentária. Essa é uma leitura analítica sustentada pelo tamanho da nova proposta reportada pela ESPN.
Mas o outro lado da conta também é forte. André não aparece no mercado como peça secundária ou oportunidade casual; ele é tratado como um dos ativos mais promissores do elenco corintiano. Por isso, a decisão clássica que se impõe ao clube é esta: realizar agora uma venda de elite ou segurar um pouco mais, apostando que mais vitrine e sequência possam empurrar o preço ainda acima na frente. Essa é uma análise baseada no reforço da proposta e no fato de o Corinthians ter endurecido justamente para buscar esse novo patamar.
Corinthians entra em ponto de decisão
Hoje, o que já dá para afirmar com segurança é que a novela subiu de nível. O Milan aumentou de forma relevante a proposta, chegou na faixa pedida pelo Corinthians e colocou a negociação em uma fase muito mais séria do que a de semanas atrás. Se o clube paulista entender que o timing é agora, a saída pode se transformar em uma das operações mais pesadas do mercado brasileiro recente.