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Compra de Alan Minda coloca o Atlético em ranking de peso, mas abre pergunta sobre retorno

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A contratação de Alan Minda colocou o Atlético em uma lista relevante do mercado brasileiro em 2026. O atacante equatoriano aparece entre as cinco maiores compras internacionais feitas por clubes da Série A no ano, segundo levantamento publicado pelo ge com base em dados da CBF.

O jogador custou R$ 43,7 milhões aos cofres alvinegros. Ele veio do Cercle Brugge, da Bélgica, e assinou contrato até o fim de 2031.

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No ranking das compras feitas fora do Brasil, Minda aparece atrás de nomes como Lucas Paquetá, Gerson, Jhon Arias e Rodrigo Castillo. A lista mostra como o futebol nacional voltou a disputar jogadores caros no mercado externo, com Flamengo, Cruzeiro, Palmeiras, Fluminense e Galo entre os protagonistas da janela.

O dado bruto é relevante. Mas a pergunta que fica para a segunda metade da temporada é outra: esse investimento está entregando retorno esportivo na mesma proporção?

Minda entra em lista com Paquetá, Gerson e Arias

A maior compra internacional da Série A em 2026 foi Lucas Paquetá, repatriado pelo Flamengo junto ao West Ham por cerca de R$ 260 milhões. Em seguida aparece Gerson, comprado pelo Cruzeiro do Zenit por R$ 169 milhões.

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O Palmeiras também entrou forte no ranking com Jhon Arias, que custou R$ 155 milhões ao clube paulista. O Fluminense aparece com Rodrigo Castillo, contratado do Lanús por R$ 51,7 milhões.

Na sequência vem Minda, quinto nome da lista internacional.

A comparação mostra o tamanho da distância entre os diferentes projetos. O Flamengo fez uma operação histórica. O Cruzeiro concentrou grande parte do orçamento em Gerson. O Palmeiras apostou em poucos nomes, mas de valor elevado. O Fluminense buscou um centroavante caro para sua realidade recente.

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O Galo entrou no grupo com um atacante jovem, de seleção, contratado com contrato longo e expectativa de valorização futura.

No ranking geral, a leitura é diferente

Quando a conta considera todas as aquisições da Série A, o clube mineiro não aparece no mesmo patamar de Flamengo e Palmeiras. Segundo o levantamento mais recente citado pelo ge, o Alvinegro está em sétimo lugar no ranking geral de compras.

Em balanço anterior do Gato Mestre, ainda durante a primeira janela, o investimento divulgado do time de Belo Horizonte era de R$ 133,2 milhões em sete reforços. Naquele recorte, ficava atrás de Flamengo, Palmeiras, Cruzeiro e Fluminense.

A diferença é importante. O Atlético não gastou pouco. Mas também não operou no mesmo nível financeiro dos dois clubes que lideram o mercado nacional. A estratégia foi mais distribuída: Renan Lodi, Maycon, Minda, Preciado, Victor Hugo, Cassierra e Tomás Pérez chegaram em uma janela de reformulação.

Isso torna o debate menos sobre “quem gastou mais” e mais sobre eficiência. O clube precisou contratar em várias posições, elevar o nível do elenco e, ao mesmo tempo, administrar saídas e limitações de caixa.

Retorno esportivo ainda está em construção

A temporada do Galo antes da pausa da Copa mostra um cenário intermediário. O time fechou o primeiro turno do Brasileirão em nono lugar, com 24 pontos, a dois do G-6. Foram sete vitórias, três empates e oito derrotas, com 44% de aproveitamento.

Alan Minda - Atacante Atlético MG
Foto: Pedro Souza / Atlético

Nas Copas, o cenário é melhor. A equipe está classificada às oitavas de final da Copa do Brasil e também avançou na Sul-Americana. Esse dado ajuda a equilibrar a avaliação da temporada de Eduardo Domínguez.

A campanha nacional ainda não colocou o time no bloco principal da tabela. Por outro lado, a recuperação nas rodadas finais antes da parada deu margem para uma leitura menos negativa.

Minda faz parte dessa tentativa de reorganização. O equatoriano ganhou espaço, foi citado entre os jogadores que cresceram com o treinador argentino e chegou à pausa como um dos nomes de maior potencial de valorização do elenco.

O que a compra mostra sobre a estratégia

A contratação indica uma busca por ativos com idade, mercado e seleção. Minda tem 23 anos, atua como atacante de lado e já integra a seleção do Equador. O clube oficializou o jogador com contrato longo, até dezembro de 2031.

Esse perfil é diferente de uma contratação apenas para resposta imediata. O Galo compra presente, mas também tenta comprar futuro.

Se o jogador se consolidar, pode entregar desempenho esportivo e valorização patrimonial. Se não se firmar, o peso do investimento aumenta, porque uma operação acima de R$ 40 milhões exige participação relevante em campo.

A lógica de negócio é clara: jogadores jovens, internacionais e com contrato longo podem virar ativos de revenda. O risco está na adaptação ao futebol brasileiro, na concorrência interna e na necessidade de resposta rápida em um clube pressionado por resultado.

Flamengo e Palmeiras gastam mais; o Galo precisa acertar mais

A diferença de orçamento muda o tipo de cobrança. Flamengo e Palmeiras conseguem errar menos porque têm receitas mais altas, elencos valorizados e capacidade maior de absorver operações caras. Quando compram caro, também partem de estruturas esportivas mais estáveis.

O clube mineiro vive outro momento. A SAF precisa equilibrar desempenho, folha, reposição de saídas e controle financeiro. A próxima janela deve seguir essa lógica: negócios pontuais, busca por jogadores sem grande taxa de transferência e atenção a oportunidades.

A chegada de Léo Duarte, encaminhada sem custo de compra após o fim de contrato na Turquia, mostra essa mudança de rota. O clube não deve repetir uma janela de grandes desembolsos em todas as posições.

Por isso, Minda vira um caso importante para medir a eficiência do investimento já feito. Não basta estar entre as maiores compras internacionais. O retorno precisa aparecer em minutos, gols, assistências, impacto tático e valorização.

Venda de Arana também entra na conta

Foto: divulgação Atlético / site oficial

O levantamento do ge também aponta o Galo entre os destaques das vendas domésticas. Guilherme Arana aparece como a terceira maior transferência nacional, vendido ao Fluminense por R$ 32,1 milhões.

Esse movimento ajuda a explicar a janela como um todo. O clube não apenas comprou. Também gerou receita com saídas.

No ranking geral de vendedores domésticos, o Atlético aparece em primeiro lugar em volume de receita gerada. Isso mostra que a gestão do elenco passou por duas frentes: trazer reforços e converter jogadores em caixa.

Para uma SAF, esse equilíbrio é central. A janela não pode ser lida apenas pela entrada de atletas. Ela também precisa considerar quanto o clube recuperou, quais salários reduziu e quais posições ficaram descobertas.

O segundo semestre vai responder

A pausa da Copa será importante para Domínguez ajustar o elenco e definir hierarquia. O treinador completa pouco mais de 100 dias no cargo com vaga garantida nas Copas, recuperação parcial no Brasileiro e expectativa por novas peças.

A principal cobrança para o segundo semestre será transformar investimento em posição de tabela. O G-6 está perto, mas a distância para o topo é grande. Nas competições eliminatórias, o desempenho pode alterar rapidamente a avaliação do projeto.

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Tati Oliveira
Tati Oliveira
Há quase 15 anos no mercado de comunicação, é apaixonada pela notícias e trabalha no jornalismo cobrindo entretenimento, grandes eventos e futebol.

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