A derrota do Atlético por 2 a 1 para o Puerto Cabello, na estreia da Copa Sul-Americana, gerou um impacto imediato nos bastidores. O técnico Eduardo Domínguez assumiu a responsabilidade pela escalação alternativa, mas expôs publicamente a insatisfação com os reservas, cravando que muitos desperdiçaram a chance de mostrar serviço.
O principal alvo da cobrança foi a falta de postura competitiva. Para o treinador, parte do grupo falhou em entender o peso da competição continental e a urgência de resultado, escancarando a diferença técnica e de intensidade entre titulares e suplentes.
A cobrança que muda a hierarquia do elenco
O tom incisivo da coletiva quebra o discurso de evolução dos últimos dias. Antes do tropeço na Venezuela, Domínguez elogiava a “mentalidade ganhadora” após duas vitórias consecutivas.
Ao afirmar que não basta a teoria de que “quem está fora tem que jogar”, o técnico desmontou a narrativa de proteção ao elenco. Erros defensivos e baixa produção ofensiva contra um adversário tecnicamente inferior provaram que a rotação da equipe custará mais caro do que o previsto. O recado ganha peso político em um clube obcecado por apagar o vice-campeonato do ano passado.
“É muito difícil explicar o que ocorreu. Jogamos mal e temos de reconhecer. Cada um de nós tem de tomar as responsabilidades que nos cabem. Minha opção foi colocar um time misto, com jogadores da seleção e outros de acordo com a igualdade individual, mas a equipe não jogou bem. Quem estiver fora do time precisa estar tranquilo. No próximo partida, teremos de ter calma e concentração. Vamos seguir trabalhando. O importante não é como você cai, mas como você se levanta, mesmo forte nesta situação”, disse o treinador atleticano.
O risco imediato na fase de grupos

Com o revés, o Galo larga em desvantagem no grupo e aperta a margem de erro. Desperdiçar pontos fora de casa contra adversários acessíveis é o caminho mais rápido para a eliminação precoce em torneios de tiro curto.
O desafio de Domínguez agora é recalcular a rota do rodízio de jogadores sem derrubar o nível técnico. A mensagem foi clara: novas oportunidades exigirão mais entrega e entendimento do peso da camisa.
Próximo jogo: Pressão extra na Arena MRV
O Atlético volta a campo no domingo, 12 de abril, às 17h30, contra o Athletico-PR, na Arena MRV, pelo Brasileirão. Mais do que buscar os três pontos, o time entra pressionado a provar que entendeu o recado do treinador.