O acerto verbal entre Santos e Rony trouxe à tona os números de uma operação pesada para o futebol brasileiro. Para tirar o atacante do Atlético-MG, o Peixe concordou com um salário mensal na casa de R$ 1 milhão. Embora o acordo ainda dependa da assinatura final entre os clubes, o valor choca pela realidade financeira do Santos e explica por que a negociação exigiu tanta engenharia. Entenda abaixo o peso dessa conta para quem compra e o alívio para quem vende.
O Peso no Santos: Aposta de Elite
Pagar R$ 1 milhão por mês coloca Rony em uma prateleira raríssima na Vila Belmiro. Historicamente, o teto salarial do clube (excluindo exceções pontuais) fica bem abaixo disso.
- O “Efeito Neymar”: O único vencimento que distorce completamente essa régua é o de Neymar, estimado em R$ 4,5 milhões mensais (sozinho, consome cerca de 40% da folha).
- A Engenharia: Para encaixar Rony, o Santos precisou fazer conta de padaria. Assumir esse custo mensal significa que o atacante chega com status de titular absoluto e “dono do time” ao lado do camisa 11, consumindo grande parte do orçamento destinado a reforços em 2026. É uma aposta alta em performance imediata.
O Alívio no Atlético-MG: Oxigênio na Folha
Se para o Santos o valor é um esforço, para o Atlético-MG a saída é vista como um respiro financeiro crucial.

- Economia de R$ 1,5 milhão: Em Belo Horizonte, os vencimentos de Rony eram ainda maiores, citados no mercado em cerca de R$ 1,5 milhão (custo total).
- Contrato Longo: Como o vínculo do jogador ia até o fim de 2027, a permanência dele representaria um passivo gigantesco nos próximos dois anos.
Ao liberar o atleta, o Galo não apenas recebe uma compensação pela venda, mas deixa de gastar uma fortuna mensal com um jogador que oscilou na última temporada. Esse “espaço na folha” é o que permitirá ao clube mineiro buscar reposições mais jovens ou ajustar suas contas ao fair play financeiro interno.
Análise Moon BH: Mesmo jogador atende a necessidades diferentes
Essa negociação é o clássico exemplo de troca de necessidades. O Santos compra “ambição”: aceita pagar caro (R$ 1 milhão) porque precisa de um jogador que resolva, corra e decida jogos grandes para acompanhar o nível de exigência da volta de Neymar.
Já o Atlético-MG vende “problema de custo”: troca um ativo caro e contestado por oxigênio financeiro. Se Rony jogar o que jogou em seus melhores dias, o Santos paga a conta sorrindo. Se não, o Galo terá feito o melhor negócio do ano apenas economizando o salário.