O torcedor do Atlético-MG está com uma pulga atrás da orelha. Contratado com status de titular e investimento pesado, o volante Alexsander perdeu espaço drasticamente no início da temporada 2026. O “sumiço” do jogador nas escalações de Jorge Sampaoli levantou rumores de uma possível saída e acendeu o alerta na diretoria sobre a gestão de um ativo caríssimo.
O Peso do Cheque: € 5,5 Milhões
O incômodo não é técnico, é financeiro. Alexsander chegou do Al-Ahli em uma operação de € 5,5 milhões (cerca de R$ 35,2 milhões), com contrato longo até dezembro de 2029. Não foi uma aposta barata; foi uma compra de “espinha dorsal”. Com metas, o valor chegaria a R$ 51 milhões.
Porém, após se recuperar de uma lesão no joelho no fim de 2025, o volante viu a concorrência engoli-lo. Informações de bastidores (atribuídas ao jornalista Igor Assunção) dão conta de que o desempenho nos treinamentos não estaria agradando a Sampaoli, o que explicaria a falta de minutos relevantes no Campeonato Mineiro.
Sampaoli e o “Sinal Amarelo” no Atlético-MG

Quando questionado, o treinador argentino foi pragmático e frio: “Tem outros jogadores nessa posição… quando tiver que jogar, jogará”. A frase soou como um aviso de que a hierarquia mudou.
No entanto, o “congelamento” não é total. Alexsander voltou a ser acionado no segundo tempo do clássico contra o Cruzeiro, entrando na vaga de Victor Hugo. A participação serviu para mostrar que ele ainda é opção, mas está longe do status de intocável que o preço de sua contratação sugeria.
O caso Alexsander é o clássico conflito entre o “campo” e o “cofre”. Sampaoli não escala boleto; ele escala quem treina melhor. Se o volante não está entregando intensidade no dia a dia, o banco é justo.
O problema é do clube. O Atlético não pode se dar ao luxo de deixar R$ 35 milhões desvalorizando na reserva. Se Sampaoli não pretende usá-lo como peça-chave, a diretoria precisa agir rápido: ou recupera o atleta mentalmente e fisicamente, ou busca um empréstimo estratégico para que ele jogue. Manter um ativo desse preço como “quinta opção” é o tipo de prejuízo silencioso que estoura o orçamento lá na frente.