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Brasil pode pegar Holanda ou Japão já no mata-mata se passar em 1° ou 2° do grupo

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O Brasil entra na última rodada do Grupo C da Copa do Mundo com dois caminhos principais desenhados para o mata-mata. A Seleção pode avançar em primeiro ou em segundo lugar, e a posição final muda adversário, cidade, horário e lado da chave.

Depois de empatar com Marrocos na estreia e vencer o Haiti por 3 a 0, o time de Carlo Ancelotti chegou a quatro pontos. Marrocos também tem quatro, mas aparece atrás no saldo de gols. A Escócia soma três pontos e ainda pode ultrapassar o Brasil se vencer o confronto direto na rodada final. O Haiti, sem pontuar, já está eliminado.

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A definição acontece na quarta-feira (24), com os dois jogos do Grupo C no mesmo horário. O Brasil enfrenta a Escócia no Hard Rock Stadium, em Miami, enquanto Marrocos pega o Haiti em Atlanta. A simultaneidade evita que uma seleção entre em campo já sabendo exatamente o resultado necessário para escolher caminho.

Pelo regulamento da Copa de 2026, os dois primeiros de cada grupo avançam à fase de 32 equipes. Os oito melhores terceiros colocados também passam, mas esse cenário depende de combinações entre todas as chaves. Para o Brasil, o foco imediato é terminar entre os dois primeiros.

Se o Brasil passar em primeiro

Brasileiros torcendo na Copa do Mundo
Brasileiros torcendo na Copa do Mundo – Foto: Envato

Se terminar na liderança do Grupo C, o Brasil enfrentará o segundo colocado do Grupo F na fase de 32. Esse jogo está marcado para 29 de junho, uma segunda-feira, às 14h de Brasília, no NRG Stadium, em Houston.

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O adversário ainda não está definido. O Grupo F tem Holanda, Japão, Suécia e Tunísia. Holanda e Japão chegaram à última rodada empatados em pontos e saldo, com os holandeses à frente por terem marcado um gol a mais. A Suécia também segue com chance de classificação e pode mudar a ordem final da chave.

Com a classificação atual, o cruzamento projetado seria Brasil x Japão. Mas isso pode mudar na última rodada do Grupo F, quando Japão enfrenta a Suécia e Holanda encara a Tunísia.

Se o Brasil vencer o primeiro mata-mata como líder do Grupo C, voltará a campo em 5 de julho, às 17h de Brasília, no MetLife Stadium, em East Rutherford, na região de Nova York. O adversário sairia do confronto entre o segundo colocado do Grupo E e o segundo colocado do Grupo I.

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Na sequência, uma eventual quartas de final seria em 11 de julho, às 18h de Brasília, no Hard Rock Stadium, em Miami. A semifinal desse lado da chave está prevista para 15 de julho, às 16h, no Mercedes-Benz Stadium, em Atlanta. A final será em 19 de julho, também às 16h de Brasília, no MetLife Stadium.

O caminho como primeiro tem uma vantagem objetiva: evita o líder do Grupo F logo de cara. Ainda assim, não significa vida fácil. Japão e Suécia têm nível competitivo, e a Holanda pode ficar em segundo caso tropece na rodada final.

Se o Brasil passar em segundo

Se o Brasil terminar em segundo no Grupo C, o primeiro jogo do mata-mata será contra o líder do Grupo F. A partida também será em 29 de junho, mas às 22h de Brasília, no Estádio BBVA, em Guadalupe, na região metropolitana de Monterrey, no México.

Hoje, esse cruzamento poderia colocar a Seleção diante da Holanda. Também há possibilidade de Japão ou Suécia terminarem na liderança, dependendo dos resultados da última rodada.

Esse caminho tem diferença importante no calendário. Caso avance como segundo colocado e vença o líder do Grupo F, o Brasil jogará a fase seguinte em 4 de julho, às 14h de Brasília, no NRG Stadium, em Houston. O adversário sairia do duelo entre o segundo colocado do Grupo A e o segundo colocado do Grupo B.

Uma eventual quartas de final desse lado da chave seria em 9 de julho, às 17h de Brasília, no Gillette Stadium, em Foxborough. A semifinal está marcada para 14 de julho, às 16h, no AT&T Stadium, em Arlington. A final permanece no mesmo dia e horário: 19 de julho, às 16h, no MetLife Stadium.

A diferença mais clara está no primeiro obstáculo. Passar em segundo pode colocar o Brasil contra a equipe mais forte do Grupo F logo na fase de 32. A Holanda, por histórico e elenco, é o nome mais incômodo entre os possíveis rivais. Japão e Suécia também exigiriam atenção, mas o peso competitivo dos holandeses torna a liderança do Grupo C mais relevante.

O Brasil depende de si para avançar bem posicionado, mas pode precisar observar o placar de Marrocos x Haiti para saber se ficará em primeiro. Se brasileiros e marroquinos vencerem, a liderança será definida pelo saldo de gols e, se necessário, por critérios seguintes de desempate.

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Anna Millard
Anna Millard
Jornalista pela Universidade Federal de Ouro Preto - UFOP, é apaixonada por contar histórias e conhecer pessoas. Tem ampla experiência em jornalismo esportivo e passou pelo setor público e em assessoria de imprensa.