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Santos: Peixe ainda deve mais de R$ 11 milhões ao Palmeiras

A contratação do volante Zé Rafael pelo Santos no início de 2025 foi tratada como uma grande jogada de mercado na Vila Belmiro. Inclusive, o tema Santos deve Palmeiras vem sendo discutido desde então. O jogador encerrou um ciclo vitorioso de seis anos no Palmeiras para assumir o meio-campo do Peixe. No entanto, mais de um ano após a transferência, a conta dessa negociação continua aberta e tirando o sono da diretoria alvinegra.

O montante exato da pendência impressiona e acende um alerta vermelho sobre o fluxo de caixa do clube: o Santos ainda deve impressionantes R$ 11,551 milhões ao rival alviverde pela aquisição do camisa 6.

A origem da dívida milionária

A transferência foi selada em janeiro de 2025 por cerca de 2,5 milhões de euros (aproximadamente R$ 15,5 milhões na cotação da época). Como é praxe no futebol brasileiro, o pagamento não foi feito à vista, e sim diluído em parcelas.

O grande problema é que a reestruturação da equipe da Baixada Santista exigiu investimentos pesados em outras áreas do elenco, e o fluxo de caixa não acompanhou o cronograma estipulado no contrato com o Palmeiras. O atraso nos pagamentos gerou um acúmulo da dívida original, resultando na fatura atual que supera a casa dos R$ 11 milhões.

O impacto no fluxo de caixa da Vila Belmiro

A gestão do presidente Marcelo Teixeira tem feito malabarismos para manter o elenco de 2026 competitivo, mas o passivo de curto prazo cobra seu preço. Ter uma pendência financeira desse tamanho com um rival direto na Série A engessa o orçamento do Santos.

Além de comprometer receitas que poderiam ser usadas para reforçar o time na atual janela, a inadimplência prejudica a credibilidade do Peixe no mercado. Outros clubes passam a exigir garantias financeiras mais robustas ou pagamentos à vista antes de liberar jogadores para a Vila Belmiro, dificultando o trabalho do departamento de futebol.

A postura do Palmeiras e o risco de punição

Do outro lado da Rodovia dos Imigrantes, a diretoria do Palmeiras acompanha a situação com lupa. Embora o Alviverde ostente uma saúde financeira invejável e não dependa desse dinheiro para honrar sua folha salarial de 2026, o clube não abre mão dos valores acordados.

Se as diretorias não chegarem a um novo acordo amigável para o reparcelamento desse montante, o cenário pode ficar nebuloso para o Santos. O Palmeiras tem o direito de acionar a Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD) da CBF para cobrar o calote. Caso isso aconteça, o Santos corre o sério risco de sofrer sanções desportivas, como o temido transfer ban, que impede o clube de registrar novos reforços até a quitação da dívida.

Anna Millard
Anna Millard
Jornalista pela Universidade Federal de Ouro Preto - UFOP, é apaixonada por contar histórias e conhecer pessoas. Tem ampla experiência em jornalismo esportivo e passou pelo setor público e em assessoria de imprensa.