O Palmeiras transformou o que deveria ser uma festa tranquila em um verdadeiro teste para cardíacos na noite deste domingo (15). No aguardado retorno ao Allianz Parque após a tão falada troca do gramado, o Verdão precisou suar sangue para bater o indigesto Mirassol pela 6ª rodada do Campeonato Brasileiro. E o que realmente definiu o confronto não foi o novo tapete, mas sim 1 cartada cirúrgica de Abel Ferreira no segundo tempo.
Como alertamos no pré-jogo, o Leão do Interior chegou à capital paulista ostentando uma invencibilidade que não era obra do acaso. Logo na primeira etapa, o cenário de apreensão tomou conta da arena. Ao explorar os espaços deixados pela formatação ofensiva do Palmeiras, o Mirassol surpreendeu em um contra-ataque letal e abriu o placar. Assim, mostrou que não seria mero coadjuvante na festa alviverde.
O “xeque-mate” de Abel Ferreira para furar o bloqueio
Com o time mandante apático e sofrendo para quebrar a linha de cinco defensores armada pelo adversário, a tensão pairava no ar. Foi então que Abel Ferreira precisou intervir. O português leu a partida com perfeição e sacou do banco de reservas 1 solução tática que mudou a geografia do jogo.
Ao invés de se desesperar e empilhar centroavantes na área, a comissão técnica promoveu a entrada de alas mais agudos. Além disso, orientou a equipe a usar a largura máxima do campo. Essa amplitude forçou a defesa do Mirassol a se esticar, criando buracos no até então intransponível funil central.
Foi o xeque-mate. Em uma blitz avassaladora nos 20 minutos finais, o Verdão encontrou as brechas que precisava. Empatou e buscou a virada heroica por 2 a 1. Isso incendiou as arquibancadas e exauriu fisicamente o time do interior.
Alívio e recado para os rivais
A vitória suada traz um alívio imenso para a Barra Funda. Além de quebrar a invencibilidade de um adversário duríssimo, o resultado recoloca o Palmeiras nos trilhos logo após a dolorosa derrota para o Vasco. Assim, mantém a equipe na cola da liderança da competição.
O gramado do Allianz Parque foi aprovado, mas a verdadeira atração da noite foi a resiliência palestrina. O torcedor volta para casa com o coração acelerado, mas com a certeza de que a capacidade de reação do elenco comandado por Abel Ferreira continua sendo a arma mais letal do país.