A cidade de Belo Horizonte é muito estimada Brasil afora pela qualidade de vida, natureza e comida boa. Todo esse cenário favorável de uma das melhores capitais do país para a prática de exercícios foi e continua sendo berço para grandes esportistas, inclusive das categorias femininas.

São vários exemplos de mulheres mineiras que conquistaram o mundo com o esporte e levaram o nome do Brasil para diferentes lugares; conheça as histórias de algumas delas.  

Sheilla

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Nascida em 1º de julho de 1983, a belorizontina Sheilla Tavares de Castro Blassioli, ou simplesmente Sheilla, se tornou um dos maiores nomes do vôlei brasileiro e mundial. Os primeiros passos da então moradora do bairro de Lourdes começaram no Minas Tênis Clube. Já aos 13 anos de idade, passou em um teste para o Mackenzie, iniciando oficialmente sua trajetória no esporte. 

Ao longo da carreira, Sheilla atuou por grandes equipes do cenário nacional, como São Caetano, Minas e Osasco Brasil. Além dos diversos títulos estaduais, até os dias atuais, já foi bicampeã da Superliga, principal torneio do vôlei brasileiro, do Sul-americano e do Mundial. Fora do país, defendeu o Pesaro, da Itália, e o VakifBank, da Turquia. 

Pela Seleção Brasileira, Sheilla fez parte de uma geração histórica. Após não ter sido convocada para as Olimpíadas de 2004, fez parte da reconstrução do time treinado por José Roberto Guimarães. Nos dois Jogos Olímpicos seguintes, em 2008 e 2012, na China e no Reino Unido, respectivamente, conquistou o bicampeonato, trazendo dois ouros para o país.

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“Passamos por algumas crises internas, normais, de brigas. Passamos por momentos difíceis, mas a gente foi em uma crescente muito grande até chegar em 2008. Era todo mundo muito novo ali. E a gente foi crescendo”, citou Sheilla sobre a Olímpiada de 2008 durante live em 2020. 

Em 2019, Sheilla voltou para o Minas Tênis Clube, e também para a Seleção Brasileira. Aos 37 anos, a jogadora disputava o título da Superliga e planejava estar apta para os Jogos Olímpicos de Tóquio. Porém, com o adiamento em razão da pandemia de coronavírus, a disputa para mais uma Olímpiada ficou incerto. 

Luiza Simão

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Próxima dos 30 anos de idade, a mineira do dia 22 de maio tinha certeza do sonho de ser professora de inglês logo após retornar de intercâmbio na Austrália, aos 21 anos de idade. A empresária chegou até a abrir uma escola de idiomas que começou a crescer, mas foi aí que o poker encontrou a belorizontina. 

Casada com o astro brasileiro do esporte, João Simão, Luiza iniciou sua trajetória no poker, jogando online desde 2012, e ao vivo, desde 2014. Porém, como revela a própria jogadora, o seu melhor ano da carreira foi 2018. Na temporada, faturou milhares de dólares em torneios internacionais. 

Atualmente, Luiza Simão é uma atleta patrocinada pela Party Poker, empresa de abrangência internacional no setor, e tem o objetivo de ajudar a popularizar o esporte no Brasil, principalmente entre o público feminino. O jogo de poker ainda é muito ligado aos homens, até mesmo na própria elite das competições. O Poker Hall of Fame (Hall da Fama do poker), por exemplo, só conta com três mulheres, sendo que a primeira delas assumiu o posto apenas no ano de 2007.

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Em questão das dificuldades, Luiza também cita as comparações constantes com o marido. Os dois são sócios de uma escola para ensinar novos atletas do esporte, a Massari Poker School, e trabalham juntos para ajudar a divulgar o poker no país, tanto para homens quanto para mulheres.

“A comparação e a pressão das pessoas sobre mim acontece e se não souber lidar com isso, acabamos esquecendo quem somos. No final é preciso sempre buscar nosso melhor e não tentar ser melhor que alguém. É preciso muita união e companheirismo em ambos os lados para crescer junto e assistir a evolução individual de cada um.”, revelou Luiza em entrevista.

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Luciana Maria Dionízio

A goleira de 33 anos começou a treinar futebol ainda bem jovem, na cidade de Belo Horizonte, graças aos incentivos do pai, Luís. Em 2005, fez testes no Atlético-MG, onde foi aprovada. Nas categorias de base, ainda atuaria pelo Corinthians, mas foi no interior de São Paulo onde conquistou o Brasil. 

No ano de 2015, a goleira imaginou viver o ápice da carreira, ao ser convocada para defender a Seleção Brasileira na Copa do Mundo de Futebol Feminino, no Canadá. Porém, o sonho virou pesadelo, já que Luciana saiu como vilã da desclassificação precoce nas quartas da competição, em derrota por 1×0 contra a Austrália. 

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“Foi um ano bastante difícil. Mas graças a Deus tive muito apoio da minha família e dos meus amigos. Minhas conquistas pessoais e profissionais são graças à Ferroviária, que me abriu as portas no momento que mais precisei e, por conta disso, prometi a mim mesma que honraria esse manto grená em qualquer momento”, disse em entrevista ao GloboEsporte. 

A volta por cima da arqueira veio em 2019. Após boas campanhas em anos anteriores, a Ferroviária se sagrou campeã brasileira em cima do Corinthians. No mata-mata, todos os confrontos foram decididos por pênaltis. Na partida da final, Luciana defendeu uma penalidade de Tamires, lateral-esquerda do Timão. No mesmo ano, o time ficou com o vice-campeonato da Libertadores da América, reencontrando novamente o Corinthians no jogo derradeiro.

A conquista do nacional foi o terceiro título do Brasileirão vencido por Luciana. A goleira integrou o time da Ferroviária que ficou com o troféu em 2014, além de estar no Rio Preto, vencedor de 2016. Porém, a vitória de 2019 conta com um sabor ainda mais especial, já que a edição marcou a entrada dos maiores times de futebol do país na competição.

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“Foi um ano de muita batalha, superação e resiliência. Esse prêmio, para minha carreira, representa superação, por tudo que passe nos anos anteriores”, declarou a atleta em entrevista ao site do Grupo Globosat.

No início de 2020, a equipe da Ferroviária foi eleita como detentora do melhor departamento de futebol feminino no Brasil. O time do interior paulista desmbancou gigantes do cenário nacional como Corinthians e Internacional.

Izabela Campos

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A belorizontina Izabela Campos nasceu no dia 11 de abril de 1981. Ainda na infância, sofreu com problemas decorrentes do sarampo. Ao longo dos anos, acabou perdendo gradativamente a visão. Assim que completou a maioridade, Izabela já se categorizava como deficiente visual. 

Porém, as dificuldades não impediram Izabela de continuar no esporte, e foi no atletismo onde encontrou sua paixão. Passando por diversas modalidades, dentre a corrida, acabou especializando-se no arremesso de disco. Nos Jogos Paralímpicos de 2016, no Rio de Janeiro, conquistou o bronze na categoria F11.

E as vitórias não pararam por ai. Em 2019, ficou com o ouro nos Jogos Parapanamericanos, ao bater o recorde da categoria F11: 35.32m, e superar a colombianaYesenia Maria Restrepo, na competição realizada em Lima, no Peru. 

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“Veio uma medalha com mais alguma coisa que eu nem esperava (o recorde). Eu estou muito feliz. É muito gratificante. A gente treina todo dia, abre mão de várias cosias, mas vale a pena demais. Eu gostei que foi muito lutado, né. Eu gosto disso, me instiga a ir mais à frente. Estou realizada”, disse Izabela logo após conquistar a medalha no Parapan de 2019. 

Ainda em 2019, Izabela conquistou mais uma medalha para o Brasil: o bronze também na categoria F11 no Mundial Paralímpico de Atletismo, realizado em Dubai, nos Emirados Árabes.

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