A Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH) está buscando o congelamento do Imposto Predial Territorial Urbano (IPTU) 2022, que tem previsão de reajuste em 10,4%. Para isso, a entidade enviou nessa quarta-feira, 29, ofícios ao prefeito, Alexandre Kalil, e à presidente da Câmara Municipal, Nely Aquino, solicitando que seja praticado o mesmo valor de 2021.

“O congelamento do IPTU é essencial, considerando os inúmeros prejuízos e perdas financeiras ocorridos nos anos de 2020 e 2021 por conta da pandemia. O não reajuste dos valores de tributos, como o IPVA e o IPTU, é necessário para a recuperação da economia municipal, do comércio e da geração de empregos”, pontua o presidente da CDL/BH, Marcelo de Souza e Silva.

O dirigente destacou ainda que, em função da crise econômica causada pela pandemia da Covid-19, outras capitais do país com menor receita orçamentária do que Belo Horizonte adotaram o congelamento do IPTU. Ele cita, por exemplo, Porto Alegre, Curitiba e Campo Grande. No caso da capital gaúcha, o congelamento vai até 2026.

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A expectativa do presidente da CDL/BH é que o anúncio do congelamento do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), comunicado ontem (29), pelo governador Romeu Zema, possa impactar positivamente na tomada de decisão para o não reajuste do IPTU.

“O prefeito Alexandre Kalil mostrou-se favorável ao congelamento do IPVA, pois, a prefeitura está preparada para a queda da arrecadação. Com essa decisão, acreditamos que o congelamento do IPTU será facilitado. Como ele mesmo disse, “É hora do sacrifício do poder público. O comércio, o transporte e o usuário já se sacrificaram”. Sabemos que a administração municipal possui condições de promover o congelamento do IPTU e, assim, contribuir para a retomada de nossa economia”, finaliza Souza e Silva.

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