O CEO da Cimed, João Adibe, confirmou nesta quarta-feira (25) uma medida drástica para socorrer o varejo farmacêutico da Zona da Mata: a empresa vai perdoar todas as dívidas e repor, sem custos, o estoque de produtos da marca nas farmácias destruídas pelas chuvas em Ubá e Juiz de Fora.
A ação busca evitar o fechamento definitivo de unidades de saúde essenciais em um momento onde a região contabiliza 40 mortes e segue sob alerta de “grande perigo” do Inmet.
O “Plano de Guerra” da Cimed
A promessa de João Adibe foca em dar fôlego financeiro imediato ao dono da farmácia, que muitas vezes perdeu não só o estoque, mas a própria estrutura física da loja.
- Perdão de Dívida: Quitação de pagamentos futuros que as lojas tinham com a Cimed.
- Reposição Grátis: Substituição de “tudo o que foi perdido da marca” dentro das unidades atingidas.
- Logística Mineira: A empresa conta com sua gigante fábrica em Pouso Alegre para acelerar a entrega desses novos lotes de medicamentos e itens de higiene.
A tragédia na Zona da Mata expõe um ponto crítico: farmácia não é apenas comércio, é infraestrutura vital. Quando a água sobe e leva o estoque, o cidadão perde o acesso a tratamentos de continuidade. O movimento da Cimed é uma jogada de mercado inteligente, sim, mas com um valor humanitário inegável: reabrir o varejo rápido evita que bairros inteiros virem “desertos de saúde”. O desafio agora é a logística, já que estradas da região ainda sofrem com bloqueios e o solo segue encharcado, aumentando o risco de novos deslizamentos.
O Drama da Zona da Mata
Em Ubá, a situação de calamidade pública é extrema. O Rio Ubá atingiu quase 8 metros após uma chuva de 170 mm em menos de quatro horas. O balanço do Corpo de Bombeiros é doloroso: 40 mortes somadas entre Juiz de Fora e Ubá, com dezenas de desaparecidos. A previsão é de que a instabilidade continue até o dia 27/02, mantendo as equipes de resgate em prontidão máxima.