De acordo com o presidente da Associação Brasileira dos Revendedores de Gás Liquefeito do Petróleo (Asmirg), Alexandre Borjaili, o preço do botijão de gás pode chegar a R$200 até o fim do ano.

Em Belo Horizonte, um novo aumento no gás já está em vigor, que subiu 5,9% nas distribuidoras, segundo anúncio feito pela Petrobrás.

Leia também: Menin e Galo farão tipo um ‘Rock in Rio em BH’ para inaugurar Arena MRV: 7 dias de festa

Advertisement

Em uma pesquisa feita pelo Mercado Mineiro, o botijão de 13kg na Grande BH, no início do ano, custava em média R$84,81. Agora, o mesmo produto sai por R$93,38, um aumento de 9%.

Alexandre Borjaili explicou como esse aumento funciona na prática. “Esse é o quinto aumento só neste ano. A Petrobrás está aumentando em R$2,50 o equivalente a um botijão de 13kg. Paralelamente, as companhias e distribuidoras estão aumentando em R$1,50 em função do ajuste de custo operacional. Então, a soma deste dois nos dá um aumento real, hoje, ao consumidor de R$4. Além disso, vem os aumentos do ICMS, que são impostos estaduais”, esclarece o presidente da Asmirg.

Advertisement

“Uma questão muito divulgada pelos nossos governos é que acabando com o imposto vai reduzir o preço do gás. Não acreditamos, O governo federal tirou a alíquota de PIS e Cofins e nenhum centavo chegou ao consumidor. O produtor hoje extorque a nação, vendendo um produto por um preço extremamente abusivo”, continuou Alexandre.

Mas não para por aí, o presidente ainda falou sobre os possíveis aumentos no preço do botijão até o fim do ano. “As revendas estão fechando em praticamente quase todos os Estados do Brasil. Mantemos a nossa previsão do gás chegar até o fim do ano entre R$150 e R$200. É o que estamos vendo. Não há governo ou agência de defesa do consumidor preocupados e empenhados em monitorar, reduzir ou estancar esse caos que gerou dentro do setor do gás de cozinha”, lamentou Alexandre.

Advertisement