Vereadores destinaram R$ 84 milhões ao SUS em BH com emendas

Foto: Prefeitura de BH

A Rede SUS de Belo Horizonte movimentou mais de R$ 6 bilhões em serviços de saúde pública em 2024, com parte significativa dos recursos vindos de emendas parlamentares.

Os números foram apresentados em audiência pública nesta quarta-feira (26/2) pela Secretaria Municipal de Saúde, a pedido do vereador José Ferreira (Podemos), presidente da Comissão de Saúde e Saneamento.

O debate revelou avanços, como a inauguração de um serviço de oncologia 100% SUS, mas também desafios para ampliar o acesso e a qualidade do atendimento.

De onde vieram os recursos?

Em 2024, o SUS-BH recebeu:

  • R$ 84 milhões de emendas parlamentares municipais;
  • R$ 54 milhões de emendas estaduais;
  • R$ 109 milhões de emendas federais.

O secretário municipal de Saúde, Danilo Borges Matias, destacou a importância do apoio legislativo: “O fortalecimento do SUS depende de todos que têm compromisso com o bem-estar do cidadão”.

Oncologia e leitos exclusivos

Um dos principais avanços foi a inauguração do serviço de oncologia no Hospital Universitário Ciências Médicas, em BH, que passou a oferecer:

  • Atendimento a 3 mil novos casos/ano de tumores sólidos (como câncer de mama e próstata);
  • Tratamento para 250 casos/ano de neoplasias hematológicas (leucemias e linfomas);
  • 207 novos leitos nos Hospitais Luxemburgo e da Baleia, exclusivos para pacientes do SUS.

O serviço visa reduzir filas e garantir tratamento digno a pacientes que dependem do sistema público.

Obras em andamento em BH

A diretora de Planejamento da Secretaria, Nadine Magalhães, atualizou o status de projetos prioritários:

  • Maternidade Odilon Behrens: 38,96% das obras concluídas (previsão de entrega em 2026);
  • Centros de Saúde reformados: Horto, Heliópolis, Conjunto Santa Maria, Diamante e Dom Orione já estão em funcionamento;
  • Ampliação de UBS: Novas unidades estão em licitação para regiões periféricas.

Cirurgias eletivas

Apesar dos avanços, o secretário Danilo Borges reconheceu que há gargalos:

  • Fila por cirurgias eletivas: A meta é aumentar o número de procedimentos em 2025;
  • Infraestrutura envelhecida: Parte dos equipamentos em UBSs precisa de modernização;
  • Capacitação de profissionais: Projetos de treinamento em parceria com universidades estão em discussão.

A audiência reforçou a cobrança por transparência na aplicação dos recursos. Vereadores questionaram atrasos em obras e a distribuição desigual de serviços entre regiões nobres e periféricas.