As mulheres que se encontram no Centro Cultural Venda Nova vão aparecer na tela do próprio espaço onde costumam se reunir. Integrantes do grupo Traços de União, elas são as protagonistas do documentário Venda Nova: Histórias e Memórias por Elas, que chega ao público na próxima semana. O filme reúne lembranças de quem acompanhou as transformações de uma região cuja história começou antes da fundação de Belo Horizonte.
A primeira exibição acontece na quarta-feira (11), às 19h, no Museu da Imagem e do Som de Belo Horizonte, em Lourdes. Na quinta (12), haverá duas sessões no Centro Cultural Venda Nova, às 14h30 e às 15h30. As três são gratuitas, com classificação livre e entrada conforme a capacidade do espaço, sem retirada antecipada de ingressos.
As mulheres que guardam a história de Venda Nova
O grupo Traços de União já promovia encontros no centro cultural antes de as lembranças de suas integrantes ganharem forma de documentário. Para o filme, as participantes contaram experiências pessoais e mudanças que testemunharam na região. É a partir dessas narrativas que o público conhece Venda Nova, pela perspectiva de mulheres que viveram ali e dividiram essas histórias com outras gerações.
A produção aproxima três instituições com papéis diferentes nessa história: o museu dedicado à preservação de imagens e sons da capital, o centro cultural frequentado pelas moradoras e a Ulster University, da Irlanda do Norte. A parceria levou os depoimentos ao audiovisual e permitiu programar a exibição em dois pontos da cidade. Para as protagonistas e seus vizinhos, uma das opções fica justamente no Jardim dos Comerciários.
Uma região mais antiga que a capital mineira
Venda Nova tem origem em 1711, segundo o Espaço do Conhecimento UFMG. Uma das explicações preservadas pela tradição oral atribui o nome a uma venda que servia de referência para quem passava pela atual Rua Padre Pedro Pinto. O endereço que ajudava a localizar um estabelecimento acabou dando nome a toda a região. Hoje, a rua continua entre seus principais eixos comerciais.
O espaço que recebe o filme também nasceu da mobilização local. Inaugurado em 12 de agosto de 2007, o Centro Cultural Venda Nova foi construído com recursos do Orçamento Participativo, após moradores reivindicarem um lugar dedicado à cultura na região. Quase duas décadas depois, o equipamento mantém entre suas atividades os encontros do grupo que agora aparece no documentário.
Outros projetos do centro cultural já tomaram as lembranças dos moradores como ponto de partida para conhecer a região. Em agosto, por exemplo, a programação incluiu o projeto Trilhas da Memória, com um percurso dedicado à Rua Padre Pedro Pinto. Desta vez, o público poderá conhecer parte dessa história em uma sessão de cinema, ouvindo as próprias moradoras contarem o que viram mudar.
Onde assistir ao documentário gratuitamente
Na quarta-feira, 11 de novembro, a programação vai das 19h às 20h30 no Museu da Imagem e do Som, na Avenida Álvares Cabral, 560, bairro Lourdes. O documentário tem aproximadamente 50 minutos de duração. O intervalo anunciado pelo museu corresponde ao horário da atividade completa.
Na quinta-feira, 12 de novembro, o endereço é a Rua José Ferreira dos Santos, 184, no Jardim dos Comerciários. Quem escolher assistir em Venda Nova poderá ir à sessão das 14h30 ou à das 15h30. A programação divulgada pela Prefeitura de Belo Horizonte informa que as vagas são limitadas nas duas unidades.


