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Virada Cultural muda experiência em BH e aposta em transporte gratuito para ocupar o Centro

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A Virada Cultural de Belo Horizonte terá Alceu Valença, Jorge Aragão e mais de 200 atrações locais nos dias 29 e 30 de agosto, mas a edição de 2026 vai além da programação artística. Transporte gratuito, ônibus durante a madrugada, horário ampliado do metrô, aplicativo próprio e novas ocupações do Hipercentro mostram uma tentativa de enfrentar um dos desafios de qualquer evento com 24 horas de duração: permitir que o público permaneça e circule pela região central durante todo o período.

A 11ª edição terá programação gratuita e ininterrupta distribuída por locais como Praça da Estação, Rua da Bahia, Avenida Amazonas, Guaicurus, Viaduto Santa Tereza, Parque Municipal, Mercado das Flores e Teatro Francisco Nunes.

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Em vez de concentrar a experiência apenas nos palcos, a organização incorpora mobilidade, gastronomia e tecnologia à estrutura do evento.

Ônibus serão gratuitos durante a Virada Cultural

O programa Catraca Livre será ampliado para atender a Virada. Os ônibus municipais terão acesso gratuito a partir das 18h de sábado (29) e durante todo o domingo (30).

Durante a madrugada, a operação contará ainda com reforço do Madrugão. Serão 128 linhas integradas ao sistema Move circulando entre 0h e 3h59, conectando diferentes regiões de Belo Horizonte às principais estações.

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O metrô também terá operação especial. No sábado, o funcionamento será ampliado em uma hora, com a Estação Central recebendo embarques até 0h30. As demais estações permanecerão abertas após as 23h apenas para desembarque. No domingo, a Central será aberta antecipadamente às 4h30.

A estratégia aproxima a mobilidade da própria programação cultural. Em um evento que atravessa a madrugada, a possibilidade de chegar e sair do Centro deixa de ser apenas uma informação de serviço e passa a determinar quem consegue participar das atrações realizadas fora dos horários convencionais.

Parque Municipal volta às 24 horas de programação

Fotos: Reprodução – Suziane Brugnara – FPMZB/PBH

Outro movimento importante da edição será a retomada do Parque Municipal como parte da programação ininterrupta. O espaço volta a receber atividades durante as 24 horas da Virada depois de um período sem integrar integralmente o evento.

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A ocupação do Hipercentro também terá novidades como o Espaço Amazonas, que contará com palco 360 graus, além de atrações espalhadas por equipamentos culturais e áreas abertas da região central. A programação contempla música, teatro, dança, circo, audiovisual, literatura, moda, esportes urbanos, cultura de rua, patrimônio e outras linguagens.

Entre as homenagens previstas estão referências ao Clube da Esquina, Vander Lee, Clara Nunes, Moacir Santos e Belchior. A edição terá ainda uma parceria com a Embaixada da Índia, com atividades como ioga, meditação, dança Bollywood e cinema no Parque Municipal.

Virada Cultural terá aplicativo pela primeira vez

A organização também prepara o primeiro aplicativo oficial da história da Virada Cultural de BH. A ferramenta funcionará como uma WebApp e reunirá a programação artística completa e informações relacionadas ao Viradão Gastronômico. O lançamento está previsto para ocorrer antes do evento.

A gastronomia ganhou espaço adicional na edição. Pela primeira vez, o setor gastronômico da Feira Hippie funcionará durante todas as 24 horas, das 19h do sábado às 19h do domingo, em três pontos próximos à Avenida Afonso Pena.

Essas mudanças fazem com que a edição de 2026 seja menos dependente de uma única grande atração para chamar atenção. Alceu Valença, Jorge Aragão e os demais artistas seguem como protagonistas da programação, mas transporte, circulação e ocupação dos espaços públicos passam a integrar a proposta do evento.

Para uma Virada que pretende manter Belo Horizonte acordada durante 24 horas, a experiência começa antes do palco: passa pela possibilidade de chegar ao Centro, se deslocar entre as atrações e encontrar alternativas para permanecer na região até o encerramento.

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Anna Millard
Anna Millard
Jornalista pela Universidade Federal de Ouro Preto. Tem experiência em jornalismo esportivo, cidades e economia. Passou pelo setor público em assessoria de comunicação e assessoria de imprensa.