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Palmeiras planeja retorno de Raphael Veiga e Leila Pereira e Abel já miram 3 compradores internacionais

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Raphael Veiga pode voltar do América-MEX sem necessariamente retomar espaço no Palmeiras. Emprestado ao clube mexicano até o fim de 2026, o meia ainda tem futuro indefinido, mas o cenário mais provável nos bastidores aponta para uma saída definitiva, seja para o próprio México, para a MLS, para a Arábia Saudita ou para o Catar.

O América não trabalha publicamente com a possibilidade de encerrar o empréstimo antes do prazo e pretende observar como o jogador responderá depois da mudança no comando técnico. Ainda assim, O Moon BH apurou com fontes no Verdão que cresceram os rumores de que a equipe mexicana não deve exercer a opção de compra ao fim do vínculo.

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Se isso acontecer, o camisa 23 voltará juridicamente ao Verdão. Mas voltar não significa ser reintegrado. O clube paulista renovou o contrato do jogador antes do empréstimo, justamente para proteger o ativo e tentar uma venda melhor no futuro. O vínculo com o Alviverde vai até dezembro de 2028.

A opção de compra fixada para o América é de US$ 6,5 milhões, cerca de R$ 34 milhões na cotação usada quando o negócio foi fechado. Além disso, o empréstimo rendeu US$ 1,5 milhão ao clube brasileiro. Ou seja, mesmo sem venda definitiva, a operação já gerou receita e aliviou folha salarial durante a temporada.

América-MEX ainda não decidiu compra definitiva

A ida para o México foi tratada como uma tentativa de recomeço. Veiga deixou a Academia de Futebol depois de perder espaço, sofrer com lesões e atravessar uma queda de rendimento nas últimas temporadas. A saída também teve peso emocional, já que o meia se tornou um dos maiores ídolos recentes do clube.

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No início da passagem pelo América, a resposta foi positiva. O jogador marcou gols, deu assistências e chegou a ser decisivo em jogos da Concacaf Champions Cup. Em março, somava três gols e três assistências nos primeiros dez jogos, um início que indicava adaptação rápida.

Com o passar dos meses, a avaliação ficou mais equilibrada. Segundo o oGol, o meia tem 20 partidas, 3 gols e 3 assistências pelo clube mexicano na temporada 2025/26. Os números não são ruins, mas também não parecem suficientes, até agora, para transformar a compra definitiva em decisão automática.

O contexto interno do América também pesa. O técnico André Jardine, que havia pedido a contratação, deixou o comando. Quando um jogador chega por indicação direta de um treinador e esse treinador sai, o cenário muda. A nova comissão pode ter outra leitura sobre função, custo e prioridade de mercado.

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Por isso, a opção de compra virou ponto de dúvida. O América tem até a reta final do ano para decidir se exerce a cláusula. Caso não compre, o jogador volta ao Alviverde, mas a tendência apontada por setoristas é que o clube paulista busque uma nova negociação.

Palmeiras já protegeu o contrato e mira venda

(Foto: Cesar Greco)

A decisão de renovar até 2028 antes do empréstimo foi estratégica. Sem essa extensão, o meia ficaria mais perto do fim do contrato e voltaria em condição contratual menos favorável. Com mais dois anos de vínculo após o fim da cessão, o Verdão mantém poder de negociação.

Isso não significa que a diretoria planeje usar o jogador novamente. O elenco mudou, Abel Ferreira recebeu novas peças e a reformulação ofensiva abriu espaço para outro tipo de meio-campista. A saída de Veiga fez parte de um movimento maior de renovação, com despedidas de jogadores importantes do ciclo mais vitorioso da era recente.

O clube também considera o peso financeiro. Aos 30 anos, o meia ainda tem mercado, mas já não é um ativo de revenda longa. O valor atual fica entre € 6,5 milhões e € 7 milhões em plataformas como o oGol, Sofascore e Transfermarkt. Em reais, isso representa algo próximo de R$ 40 milhões a R$ 45 milhões.

Esse patamar conversa com a opção de compra mexicana. O preço de US$ 6,5 milhões não é baixo para um jogador de 30 anos, mas também não foge totalmente da cotação pública. Para o Alviverde, uma venda nessa faixa seria razoável, principalmente porque o atleta deixou o clube em baixa e com salário relevante.

A dificuldade está em encontrar comprador disposto a pagar, assumir vencimentos e oferecer projeto esportivo atraente. O nome ainda carrega peso, mas o mercado olha para idade, desempenho recente e condição física.

Palmeiras mira três compradores internacionais: MLS, Catar e Arábia

Os destinos citados nos bastidores fazem sentido para o momento da carreira. A MLS poderia oferecer competitividade, boa estrutura, visibilidade comercial e um calendário menos pesado que o brasileiro. Para um meia técnico, canhoto e de bola parada forte, o futebol norte-americano costuma ser receptivo.

O Catar e a Arábia Saudita entram por outro motivo: dinheiro. Clubes desses mercados conseguem oferecer contratos mais fortes para atletas experientes, com currículo de títulos e passagem por seleção. Para Veiga, seria uma chance de transformar o próximo movimento em segurança financeira de longo prazo.

Outro clube mexicano também não pode ser descartado. Mesmo que o América não exerça a compra, a passagem pela Liga MX colocou o jogador em vitrine local. Equipes do país já conhecem seu salário, adaptação e rendimento. Se houver interesse, uma negociação dentro do próprio mercado mexicano pode ser mais simples do que uma volta ao Brasil.

O retorno a outro clube brasileiro parece mais delicado. Pela identificação com o Verdão, uma transferência direta para rival nacional exigiria muito cuidado. Além disso, o custo salarial e o valor pedido podem afastar interessados. O caminho internacional, portanto, tende a ser mais confortável para todas as partes.

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Anna Millard
Anna Millard
Jornalista pela Universidade Federal de Ouro Preto - UFOP, é apaixonada por contar histórias e conhecer pessoas. Tem ampla experiência em jornalismo esportivo e passou pelo setor público e em assessoria de imprensa.

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