A jornalista Isabela Scalabrini foi a primeira mulher a cobrir uma Copa do Mundo, em 1986, no México. Ela contou, em participação no programa “Estúdio I”, da GloboNews, que Maradona foi um apoio importante no combate ao machismo que ela sofreu na época.

“Cheguei para cobrir a Argentina e todo mundo queria falar com ele. Todos os jornalistas eram homens e eu fui entrando. Perguntei sobre o início do treino e se o Maradona estava no vestiário”, começou Isabela. “Eu nunca vou me esquecer que todo mundo riu. Disseram ‘O Maradona só está esperando você chegar’, ironizando”, contou.

A jornalista disse que mesmo com os deboches, entrou, se apresentou, e pediu uma exclusiva para o Brasil. “Em um minuto ele sai do vestiário e vem na minha direção”, relembrou. Isabela ainda contou que durante a entrevista, o jogador foi muito simpático, elogiando grandes craques brasileiros, como Zico e Sócrates, além da Seleção Brasileira.

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A simpatia de Maradona foi muito importante para que Scalabrini superasse os episódios de machismo vividos na época. “O Maradona me ajudou muito a superar um episódio de machismo. Todos que me ironizaram chegaram para aproveitar aquela entrevista”, contou.

Morte de Maradona

O ídolo argentino não resistiu a uma parada cardiorespiratória. Maradona passou mal pela manhã e seis ambulâncias foram chamadas para socorrê-lo, no entanto, os médicos não conseguiram salvá-lo.

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Maradona havia deixado o hospital há duas semanas, após ser internado para tratar um hematoma no cérebro. Depois disso, o ex-jogador foi levado para a sua casa em Tigre, na região metropolitana de Buenos Aires, para terminar a sua recuperação.