Ao contrário do que a Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) tentou impor, a maioria dos mineiros é contra a proibição de aplicativos de ônibus de viagem, como a famosa Buser. Em um levantamento feito pelo Instituto CP2 com 1.067 moradores de todas as regiões de Minas Gerais, 80,1% dos entrevistados afirmaram que são contra essa proibição.

Durante o levantamento, foi apontado ainda que a população não está ciente sobre a decisão dos deputados que pode afetar a vida de muitos mineiros. Mais de 85% dos entrevistados disseram que desconheciam esse projeto.

O Projeto de Lei que impede que uma empresa faça a intermediação entre o prestador de serviço e o usuário foi aprovado pela ALMG em agosto, mas vetado pelo governador Romeu Zema (NOVO) em setembro.

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O governo do estado afirmou que o veto foi adotado “por inconstitucionalidade e contrariedade ao interesse público de alguns artigos” e para defender “os interesses do povo mineiro e manter o diálogo aberto com a sociedade para construção de soluções para o nosso Estado”. Agora, a pauta volta para a análise dos deputados da ALMG.

‘Um projeto como esse, com o impacto que ele tem, deveria ser mais discutido. A pesquisa mostra que 56,3% dos mineiros viajaram nos últimos três anos. São mais de 10 milhões de pessoas impactadas por uma decisão que os deputados pretendem tomar, mas elas não foram ouvidas”, afirmou Juliana Natrielli, diretora de relações governamentais da Buser.

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“E todas as sugestões dadas em audiência pública, com a participação de representantes de muitos setores atingidos, como turismo e fretamento, foram desconsideradas”, aponta Juliana.