Oficialmente o Carnaval de Belo Horizonte vai chegando ao fim, mas já promete deixar muita saudade nos locais e nos turistas, que neste ano marcaram presença em abundância.




A festa, que atraiu milhões de pessoas pras ruas da capital mineira se tornou a melhor do país, mesmo com a PM passando vergonha nacional.

É que a corporação decidiu ameaçar prender os cantores que protestassem contra o Bolsonaro:

“Se a Polícia Militar entender que aquilo é, de alguma forma, uma incitação, ela pode intervir, recomendar que pare ou até chegar a uma proibição e, consequentemente, até uma prisão por desobediência”, disse ao O Tempo o Major Flávio Santiago.





A reação dos foliões veio no “Então Brilha”, onde 400 mil pessoas entoaram o coro do que se tornou a música mais tocada do Carnaval, o “Ei Bolsonaro, vai tomar no cu”. Em segundo lugar veio o “Ai Ai Ai, Bolsonaro é o carai”.

Quem criticou o protesto não tem conhecimento sobre o que é o Carnaval de BH. Nunca deve ter entoado um “Hey, Lacerda, seu governo é uma merda!”, nunca deve ter cantado o clássico Baile do Pó Royal: “O pó rela no pé, o pé rela no pó… esse pó é de quem tô pensando? Ah é sim, ah é sim”.

Baile do Bené, então, nunca devem ter ouvido falar: “O Bené é tão bonzinho, Parece até o Papai Noel, Ele paga hotel e jatinho, Pro amigo Pimentel”.




Parte do calendário oficial do Carnaval de BH, não devem conhecer o concurso de Marcinhas do Mestre Jonas, que há anos é dominado pelas letras políticas.

O vencedor deste ano, “É carnaval em BH”, por exemplo, critica Damares do Azul e Rosa e homenageia a vereadora assassinada Marielle Franco.

O Ministério Público Federal precisou recomendar à PM que não censurem os foliões e que cumpram seu dever de garantir a segurança sem colocar como condição que não se fale bem do Lula.




“Se abstenham de deter qualquer indivíduo e direcioná-lo sobre o conteúdo de suas falas – principalmente os líderes/responsáveis pelos blocos carnavalescos em todo o Estado de Minas Gerais – quando políticas, sob pena de praticar censura institucional, ilegal, inconstitucional e, ainda, punida como crime de abuso de autoridade”.



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