De um lado, uma das cidades mais charmosas da Europa, de outro, uma das cidades mais liberais e plurais do Brasil. Apesar disso, as duas tem algo em comum: o alto consumo de maconha.




Uma pesquisa desenvolvida pela UFMG mostrou que Belo Horizonte é uma das líderes no uso de maconha no país.

Segundo os dados 11,7% dos belo-horizontinos admitem usar ou já ter usado a substância. Isso representa praticamente o dobro da média nacional, de 6,8%.

Fhilipe Pelájjio – Maconha em BH e em Amsterdãx

O número de usuários regulares, ou seja, os que consomem maconha com frequência, também é alto em relação à média nacional, quase o dobro. Mas apesar disso tudo, muita gente ainda se posiciona contra a substância. Mas será que há grandes diferenças entre o consumo ilegal aqui e o legalizado, em Amsterdã? Fizemos um comparativo:



1 – Onde acontece a compra

Enquanto em Amsterdã a venda acontece dentre de estabelecimentos controlados e legalizados, que pagam imposto e limitam a quantidade que pode ser adquirida, em BH ela acorre nos arredores da Praça 7, setores da UFMG e quase todas as outras faculdades e também através de traficantes posicionados pela região Centro-Sul.

2 – Produtos variados

Em Amsterdã, são incontáveis os produtos derivados da maconha. Em minha mais recente visita, por exemplo, encontrei sabonetes, pirulitos, chocolates, biscoitos, bolinhos, shampoo, essências, doces e etc. Já em BH, há opções de bolinhos e também de brigadeiros. Fizemos um post mostrando a venda de brigadeiros de maconha e BH, você pode ver clicando aqui.



3 – Como e onde é consumida

Em Belo Horizonte, o consumo é geralmente feito em locais reservado, onde não se constrange outras pessoas com o cheiro da substância. Assim, ruas movimentadas e bares são evitados. Já na cidade europeia, o consumo precisa acontecer também dentro de locais limitados e especificados. Apesar de não permitido, porém, dificilmente uma punição severa é aplicada para quem fuma na rua, desde que longe de crianças.

4 – Quanto pode comprar

Em Amsterdã, o máximo permitido para cada comprar é de 5 gramas. Isso prova que seu único intuito é o consumo pessoal. Já aqui na cidade, qualquer quantidade pode te colocar em problemas.

5 – Lucro e impostos

Em BH, todo o luco da venda de maconha acaba indo apenas para as mãos dos traficantes. Já em Amsterdã, toda a cadeia de venda até o consumo é taxada, gerando milhões de euros em impostos. Além disso, acaba atraindo turistas ansiosos para experimentar a substância livremente.




Nos últimos anos, toda a Holanda vem vendo os níveis e criminalidade caírem. Em sua visita, você pode escolher ficar hospedado em uma das prisões que se transfonaram em hotéis, já que eles estão com falta de presos.

O vídeo abaixo mostra uma pouco da experiência. Assista: