O Moon BH conversou com Aurileide Sivestre. Ela só queria testar comprar um liquidificador, mas acabou caindo em uma das mais terríveis pegadinhas do SBT.

Uma das mais bem produzidas pegadinhas de todos os tempos, os zumbis do SBT, estourou em todo o mundo.

A pegadinha foi produzida para ser apresentada no “Programa Silvio Santos”, mas foi na internet que ela ganhou proporções gigantescas. A brincadeira foi gravada em dezembro, no metrô do Ceará.

Há quem pense que a pegadinha foi armada, mas o MoonBH conversou com uma das participantes e, segundo ela, nada foi armado. Aurileide Silvestre é agente social e mora em Caucaia, no Ceará. Ela conversou com a gente por telefone e contou um pouco de como foi a gravação.

Aurileide contou que, quando a convidaram, disseram que seria uma gravação institucional do metrô, com imagens da população avaliando a funcionalidade do serviço.  “Uma conhecida do trabalho disse que iam gravar um comercial para o metrô, e que estavam precisando de pessoas pra participar. Eles dariam um cachê de R$ 70 pela participação. Como eu queria comprar um liquidificador, acabei juntando o útil ao agradável. Só que não foi nada agradável”, contou ela.

A cearense disse que sabia que estaria sendo gravada, mas em momento algum pensou que cairia numa pegadinha: “Eu queria testar o metrô, conhecer a novidade. Pensei que o metrô era muito chique, a cara da riqueza. Nunca pensei que cairia em uma pegadinha do tipo. Sou medrosa demais, não assisto nenhum filme de terror. Se eu soubesse, nunca teria participado. Quem tem medo nunca se colocaria em uma situação dessas. Foi um pesadelo acordada (sic).”

Como nunca viu séries com temática de zumbis, imaginou que as criaturas eram monstros: “Não assisto nada disso [numa referência a The Walking Dead]. A gravação foi ao lado do cemitério, então não dá pra raciocinar direito. Pensei que eram monstros, não sabia direito o que eram zumbis. Eu tentei bater neles, chamar a polícia, enquanto isso eu gritava: ‘Sai daqui, sai daqui’.”

Aurileide, que ficou famosa na sua cidade depois de tentar ajudar uma mulher que estava sendo atacada, usou a bolsa para bater no zumbi. “A gente vê alguém sendo atacado é uma reação humana ir ajudar. Eu sou assim, eu fui socorrer a mulher, eu não sei se eu ajudei, ou se eu bati nela. Foi uma coisa muito louca”, contou.

Com um susto épico para contar e, agora, com o tão sonhado liquidificador, Aurileide diz que ganhou também uma lembrança: “Toda vez que eu entrar no metrô eu vou lembrar.”

Fhilipe Pelájjio